ESTHER SOLANO E O MICRO-FASCISMO: “BOLSONARO PASSA, MAS ÓDIO NO DIA A DIA É DE LONGO PRAZO”
Socióloga e estudiosa do fenômeno “bolsonarismo”, a professora e pesquisadora da Unifesp Esther Solano tem se dedicado a entrevistar eleitores de Jair Bolsonaro para entender o modo como enxergam o mundo e as razões que os levaram, e levam, a apoiá-lo. Esther divide os entusiastas do atual governo em duas categorias: os hardcore, ou seja, aquele “fascistóide que vota porque se sente representado pelo discurso de ódio”, e os bolsonaristas light, maior fatia do eleitorado do atual presidente, que não “aguentam mais a velha política” e vêem nele a representação de “algo novo”. Organizadora do livro “O ódio como política” (Editora Boitempo), a pesquisadora falou sobre sua preocupação com o que chama de “bolsonarização da esfera pública”: “É o processo de ‘fascistização’ da sociedade. Quando você dá legitimidade para o ódio social, para os microfascismos, aquele do dia a dia, familiar, na vizinhança – que é o mais letal, no fim das contas -, fechar a porta se torna ainda complicado. Essa degradação gera uma dificuldade de reconstruir os afetos”. http://casadademocracia.org/esther-solano-e-a-fascistizacao-da-sociedade-bolsonaro-passa-mas-odio-no-cotidiano-e-de-longo-prazo/?fbclid=IwAR36r8RiMJgaQdLOvSeRH8gNutZM8NUuj-zD63GjX7d_fgdcVlKOuhPXU2s
















