Folk de Minta & The Brook Trout em cenário idílico | Reportagem
Após a presença no concerto de Benjamim a contar para o “Lufada” (ver reportagem aqui) foi a vez de presenciar a mais um concerto desse ciclo. O verdejante jardim do complexo do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães foi o local escolhido. Tratou-se da minha estreia numa performance de Minta & The Brook Trout.. Este evento aconteceu na passada sexta-feira dia 3 de julho.
A banda de Francisca Cortesão apresentou-se em “versão portátil”, assim a própria fez questão de o classificar. Esteve apenas acompanhada por Mariana Ricardo que teve a seu encargo tocar cavaquinho, fazer coros e percussão. Já a vocalista Francisca também tocou guitarra clássica. Ambas estiveram sorridentes e notou-se uma boa disposição latente durante toda a performance.
Francisca Cortesão, natural no Porto, iniciou este projeto em 2006. Desde então já fez parte da banda de David Fonseca e mais recentemente desdobra-se entre os projetos Minta & The Brook Trout e They're Heading West.
Ao contrário da ocasião anterior, este final de semana apresentou-se bem quente num fim de tarde esplêndido com lindíssimo céu azul. Mais uma vez a lotação era bastante limitada e as pessoas foram chegando a conta-gotas. A lotação esteve novamente esgotada embora a procura tivesse sido bem menor.
O duo iniciou a sua performance à hora certa, mesmo pelas 19 horas, logo com uma canção nova, tratou-se de “Chewing Gum”. O folk-pop de Minta & The Brook Trout foi-se desenrolando de uma forma bastante intimista. Céu limpo, um pôr-do-sol bonito e uma fantástica vista sobre a cidade incluindo 2 edifícios históricos: o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança.
'Slow' foi o álbum em foco. Este álbum de 2016 é o último registo discográfico de Minta & The Brook Trout e foi abordado com temas como “Bangles” ; “Sand” ; "I Can't Handle The Summer" ou "A Semester Abroad".
Em estreia total esteve a canção “The Fake Outdoors” e teve uma particularidade muito curiosa, Mariana Ricardo no acompanhamento na percussão utilizou um brinquedo “emprestado” pelo sobrinho.
Pelo meio relembraram a atuação no evento alentejano “Guitarras ao Alto” em 2018 com a performance de um instrumental original de Elizabeth Cotten. Foi selecionada pois acharam que “fazia sentido no alinhamento”.
"A Semester Abroad" foi a última tocada antes do encore, devidamente requisitado pelo público. “Holy Trinity”, mais uma de ‘Slow’, foi a primeira. Para o final estava guardada uma nova canção, inclusive ainda sem título definitivo e já criada neste presente ano. Uma música melancólica com aquele travo folk no ponto preciso versando sobre amores e desamores… Foi um ponto final belíssimo aos 53 minutos de atuação.
Francisca Cortesão revelou estar no “forno” um novo álbum cuja edição não acontecerá este ano, no entanto, acrescentou que alguma canção deverá surgir oficialmente durante este 2020.
Mais uma vez as regras vigentes da Direção-Geral da Saúde foram escrupulosamente cumpridas pela equipa do CCVF.
Fica, no entanto, só uma nota final: a disposição de alguns lugares sentados, apesar do arvoredo e da abundante sombra existente, algumas pessoas estiveram sempre ao sol, algo que também sucedeu com as artistas. Esta situação poderia ter sido evitada, traria certamente outro conforto à audiência, exposta tanto no período da espera bem como durante o concerto.
Vejam toda a foto-reportagem pelo Jorge Nicolau: clicar aqui
Texto: Edgar Silva Fotografia: Jorge Nicolau












