“— Sabe o que eu tava percebendo? Que essas tecnologias aqui elas deviam ter outro tipo de avanço. Não só esses pra facilitar a vida das pessoas que já tem a vida fácil sabe?” Provavelmente essa frase poderia ser interpretada como o início de uma militância, de uma fala que buscasse defender as pessoas com meno renda e menos acessos - afinal, enquanto alguns compravam tecnologias caríssimas, outros passavam fome. Mas… bom, era Cecile quem estava falando. “Quer dizer, claro que uma cabine de viagem no tempo é útil pra quem está com a vida resolvida e está entediada e quer fuxicar no passado? Porra, eu quero resolver as coisas agora do presente sabe? Eu quero é uma máquina que me escaneie e diga qual habilidade que eu vou conseguir desenvolver. Tipo, algo assim: Ei Cecile Marmorel, escaneamos que seu cérebro é bem pequeno na parte de matemática para poções mas é bem grande para escolher bebidas no bar; então sua vocação é…” essa ultima parte foi falada em outra entonação como se imitasse alguém e logo ficou em silêncio “Bom, ai essa parte a tecnologia ia falar sabe? Mas eles não pensam em mim! Claro que não! Só pensam nos famosinhos entediados!” Encarou Karma como se realmente tivesse feito um discurso ilustre e esperasse palmas pela militância