Seria melhor vocês terem colocado outros nomes nos estabelecimentos mais por conta de direitos autorais, e pra não dar ruim. E também, meio complicado colocar coreano como dono de estabelecimento japonês. Tô curiosa com as problemáticas que vão aparecer em relação a apropriação cultural com fcs coreanos.
Foram levantados alguns pontos e iremos esclarecer um por um. Senta que lá vem o textão da Baozi e da Yaki.
Quanto ao uso de nome de marca e direitos autorais: direitos autorais cabem ao uso de imagem e logotipo e não de fonética de nome, o que protege o autor da obra de ter a sua arte utilizada para outros fins. O que poderia dar um problema com nome de estabelecimentos e marcas seria o registro do INPI, que é o uso de nome para fins comerciais e válido em território nacional.
Para a legislação brasileira, marcas são um tipo de propriedade intelectual protegida por outra legislação, a Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996). Segundo o artigo 132, parágrafo IV dessa mesma lei "O titular da marca não poderá: impedir a citação da marca em discurso, obra científica ou literária ou qualquer outra publicação, desde que sem conotação comercial e sem prejuízo para seu caráter distintivo." Desta forma, um autor de um texto (e nós como escritores e jogadores de RPG entramos nessa categoria) pode citar qualquer marca em seu texto desde que não seja uma propaganda ou brochura comercial disfarçada.
Como se trata de um rpg, não possuímos qualquer fim lucrativo, em teoria não deveríamos ter problemas. Vale lembrar também que muitos outros rpgs situados na Coreia do Sul que já passaram pela tag, também utilizavam os nomes de estabelecimentos reais, inclusive de grandes franquias. Outro ponto positivo é que, o nome do estabelecimento seria utilizado na Torii em textos que "divulguem" o local, assim quem tem interesse de visitar a Liberdade, já tem alguma ideia de onde ir. Porém, em todo o caso, o quadro de vagas pode ser enxergado com algo de finalidade comercial, dependendo da interpretação e por isso, concordamos que alterar os nomes seria uma boa ideia, além de colocarmos um disclaimer na página e na home da central.
Um coreano ser "dono" de um estabelecimento japonês ou de estabelecimento que possua um nome ou fundação japonesa não é uma "apropriação cultural". Nós já vimos casos de estabelecimentos na vida real cujo nome e fundação era japonesa, mas existiam sócios chineses e coreanos. Nós concordamos que, nesse caso, seria melhor o cargo de "sócio". Nós também colocamos como NPC os proprietários de alguns estabelecimentos.
Vamos deixar aqui explícito o conceito adaptado de apropriação cultural, segundo o antropólogo Rodney William em seu livro Apropriação Cultural - Feminismos Plurais com coordenação de Djamila Ribeiro, produção recente se for considerar que o livro foi lançado em 2018:
“Apropriação cultural é um mecanismo de opressão por meio do qual um grupo dominante se apodera de uma cultura inferiorizada, esvaziando de significados suas produções, costumes, tradições e demais elementos. Tomando como exemplo a sociedade de consumo, onde tudo se transforma em produto, e mais especificamente a realidade brasileira, percebe-se que há muito tempo se usa uma estratégia para tornar palatável a cultura de um povo: apagar os traços, a origem ou qualquer outro elemento passível de rejeição, sobretudo aqueles que de alguma forma remetem à herança religiosa.”
Não se preocupe quanto a essas "problemáticas", a proposta é um nxn justamente para que seja mais organizado, para que as mods tenham mais controle de tudo e não vemos problemas caso surjam “problemáticas”, pois estamos dispostas a falar sobre esses assuntos. Temos uma querida "consultora" asiática tirando nossas dúvidas para o maior cuidado em relação a tudo isso.