Toda família tem aquele parente que um dia enlouqueceu.
Que largou tudo, vendeu o que tinha (no meu caso nem isso), fez as malas com mais coragem do que certeza… e foi morar em outro país.
No começo, chamam de louca, dizem que é fase, que não vai dar certo, já viram esse filme e que vai voltar rapidinho.
Mas o tempo passa, a vida muda, e ela fica.
Aprende outro idioma, vive outras culturas, se encontra em versões que nem sabia que existiam.
E sabe do melhor? Ainda bem que essa doida fui eu.
Porque na loucura de recomeçar longe, encontramos sanidade. Na saudade, descobrimos amor. Na distância, criamos raízes internas. E no desconhecido, finalmente nos reconhecemos. Ser a “diferente” da família pode até parecer estranho… mas é uma bênção disfarçada de coragem.
Apenas eu Vanessa S.











