Even the strongest sometimes fall ♚ Lestrange Brothers
Quando chegaram ao hotel, Rabastan foi direto ao quarto de luxo reservado por Rodolphus. Não que as suas acomodações não fossem boas, mas o irmão mais velho sempre fazia questão de esbanjar glamour e classe, nunca aceitando nada abaixo da perfeição. Diferente do Rabastan, o qual sempre colocou a diversão em primeiro lugar, o transformando em menos responsável e mais comunicador que o Lestrange mais velho.
O quarto do hotel que Rodolphus estava ocupando mais parecia um apartamento. Silenciosamente caminhou até a pequena cozinha, tudo estava intocado e brilhando. Retirou do armário a chaleira, encheu de água que colocou para esquentar no fogão elétrico. Faria um pouco de chá para beber com os remédios para enxaqueca que havia conseguido com uma das garotas.
Estava enfrentando os efeitos da ressaca, tudo culpa da noite anterior. Quando inventou de sair com Rose O’Conner para relaxar. Não esperava ter de acordar cedo para viajar no dia seguinte, um acampamento para os alunos era a última coisa que passava em sua mente. Pelo menos ele e os outros funcionários haviam se livrado de noites incômodas no meio do nada e, principalmente, dos alunos baderneiros. Sorriu divertido ao imaginar o caos que instalaria naquele acampamento quando as crianças percebessem quem seriam suas duplas, com certeza Skeeter faria o melhor para que a discórdia fosse plantada e o tanto ela como Bertha pudessem ter sobre o que comentar o resto do ano.
— Merda! — Reclamou em alto e bom som quando sentiu outra pontada direto no cérebro. Sua cabeça latejava como se alguém estivesse tentando perfura-la com uma marreta. A ressaca poderia estar péssima, mas a noite com certeza foi memorável, mostrando que a americana realmente sabia como se divertir.
Quando a água esquentou, ele fez duas canecas de chá. Uma para ele e outra para Rodolphus. — O chá ficou pronto. — Avisou levando a caneca até o irmão mais velho. — Sinto como se minha cabeça fosse explodir. — A voz saiu baixa enquanto acomodava na poltrona. Assim que sentou, colocou duas aspirinas na boca e as engoliu junto com o chá quente. — Droga! — Reclamou colocando a linguá para a fora, não havia esperado esfriar o suficiente para toma-lo. Mas a dor daquela queimadura ainda soava melhor do que a dor da sua cabeça. — Obrigado por me acobertar, assim que essa ressaca passar, prometo que o deixo em paz e sozinho. — Colocou a caneca de chá sobre a mesa de centro e encostou a cabeça na poltrona, fechando os olhos.