Querido diário… Bem, assim como é inevitável que as folhas caiam com a chegada do outono, seria tolice minha acreditar que a lembrança do que um dia foi vivido com tanto carinho, amor e intensidade nunca mais voltaria à tona, como pude ser tão iludido ao pensar assim.
Hoje conversando com uma amiga, que por “ coincidência” também é amiga dele, percebi e finalmente, após 11 meses começo a entender um pouco de tudo que me ocorreu, começo a encaixar algumas peças, que antes pareciam não fazer sentido ou parte do “jogo”… Bem, hoje com a cabeça fria, com a mente em paz e coração parcialmente curado, consigo enxergar o porquê de algumas atitudes sua, o porquê de algumas decisões e assim compreendê-lo com mais facilidade. É com um frio no peito e coração apertado que digo, ainda te amo, e não seria diferente, não poderia ser, como tentar apagar da memória alguém que fez parte da minha vida, como tentar tirar uma parte, uma linda parte de mim, e pra ser sincero, não quero, nunca quis esquecê-lo ou deixá-lo partir, mas sou humano, e vim com um acessório indesejado chamado defeito, que tem, pode acreditar, me custado a felicidade, tem me tirado o sono e por vezes a bonança.
Enfim, saudades, muitas saudades, mas isso não é suficiente pra que eu possa tê-lo de volta, saudade nunca foi motivo suficiente pra ter alguém de volta à você, mas, saudades, espero que um dia possa me perdoar por tudo o que lhe causei e espero ainda mais, por nós.