Expo Heroínas Reais e Imaginárias: Mulheres que Inspiram
A exposição vai ficar na Pinacoteca Potiguar até o dia 23 de março.
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Expo Heroínas Reais e Imaginárias: Mulheres que Inspiram
A exposição vai ficar na Pinacoteca Potiguar até o dia 23 de março.
Participo de mais uma edição do Projecto ACBD, de HQ, promovido pela Associação Tentáculo, lá de Portugal.
Desta vez, eu e mais dois artistas (José Macedo Bandeira e Bruno Maio) desenharam o roteiro do português Samir Karimo, intitulado "Café A Brasileira". Aliás, esse nome se refere a um café lá de Lisboa onde Fernando Pessoa está imortalizado em uma estátua.
Confira tudo aqui
Usei a técnica de desenho contínuo (com uma linha só) para brincar com Pessoa e seus heterônimos.
Já saiu o tema novo e vou correr para desenhá-lo. Massa participar dessas ações de países lusófonos.
Confira todas as outras participações minhas no link
Essa aqui vai pra todas as garotas que assistem futebol, jogam videogame e usam camiseta de banda e já foram abordadas por caras aleatórios questionando se elas manjam mesmo dessas coisas. Como será que eles iam se sair na situação reversa? 😏 . Falando sério agora: leia mulheres. Leia LGBTQs. Leia pessoas negras. A gente só enxerga um pedacinho da realidade com os nossos próprios olhos; o resto, temos que aprender. E só temos a ganhar com isso.
estou farto!
FIQ 2024 com Aprendiz de Bruxa
Estarei no FIQ pela oitava vez, em 2024.
Dessa vez, junto com a Mari Santtos, na mesa 32, para vender nossas HQs e lançar nacionalmente a Aprendiz de Bruxa.
A sessão de lançamento da Aprendiz de Bruxa será dia 25 de maio, das 11h às 13h.
Apareçam por lá!
No ar mais uma edição do Salão Online de Humor, o SOH, lá de Pindamonhangaba, SP, que está em sua quinta edição.
Neste ano o homenageado foi João do Pulo e uma nova categoria, de tirinhas.
Nesta, o tema foi “lembranças da infância” e para o meu espanto, eu tirei terceiro lugar. Isso mesmo que leu, vou ganhar um troféu!
Fiz uma tira de duas meninas que brincam com sua caixa de papelão, inspirada numa HQ que desenhei (quem sabe não é mais um sinal para publicar na Amazon, né?)
Por falar em meninas, pelas minhas contas, a lista de envios consta nove mulheres (do Brasil, de outros países, não encontrei). Fico feliz em representar a mulherada e sim nós desenhamos!
A exposição física rola no Museu Histórico de Pinda, a partir de 12 de maio.
Atualização: fotos da mostra que está rolando até 12 de junho no Museu Histórico. No detalhe, o Francisco Machado, organizador do evento e que disponibilizou as imagens.
Nem preciso dizer que tô feliz demais e depois atualizarei o post, quando receber o troféu e certificado.
Confira a exposição virtual aqui e aqui
Sigamos!
Sobre entendimentos e encontros
A imagem é do desenho que o aluno Viti, da EE Carlos Gomes, fez inspirado na Anastácia (bordado logo abaixo), que bordei e é capa do poema “Um sorriso no pós-fim do mundo” – foto: Keli Vasconcelos
“Vida, doce mistério”.
Essa frase é de uma música do Caetano Veloso e sob as bênçãos dele que inicio este texto.
Começo assim porque foi assim mesmo que me senti quando cruzava a avenida Pires do Rio, numa noite meio fria, meio quente, para me dirigir à EE Carlos Gomes, em 31 de março, para conversar com alunos do 2º ano do Ensino Médio. Já a tarde, mais quente e ainda mais emocionante, foi na biblioteca Raimundo de Menezes.
O convite da escola Carlos Gomes veio do professor Mário Peinado e de um jeito muito inusitado: num post no Twitter. Explico, em 17 de março, depois de tempos sem mexer no KDP da Amazon, percebi que “VooOnda”, HQ que desenhei em 2020/2021, e “Um sorriso no pós-fim do mundo”, poema que escrevi para participar do prêmio Tâmaras – 2021, foram vendidos.
Logo, em seguida, entrando no Twitter, vi o contato dele. Na hora, achei que fosse um trote, e entrei em contato por e-mail, que depois foi por telefone. Quem me conhece, sabe, sou bem “bicho do mato” (e admito que me sinto culpada por isso), e não tenho Whats, mas a conversa telefônica foi incrível.
Ele tinha me dito que usou os dois trabalhos em sala, já que os alunos foram instigados a procurar autores locais para serem objeto de estudo na disciplina Itinerários Formativos.
Ouvindo o Mário pelo telefone, gelei.
Imagens dos professores da EE Carlos Gomes (a do meio é o prof. Mário)
Atualização: o professor (de camisa azul, logo a frente) enviou as fotos da turma, poxa que alegria! Foto: Mário Peinado)
Simplesmente os trabalhos que eles tinham encontrado não falavam de S. Miguel, mas foram o link para eu falar de “Alguns verbos para o jardim de J.” e “São Miguel em (uns) 20 contos contados”, claro!
Na hora, após respirar e agradecer ao Universo, já marquei a ida à escola e mandei um material mais robusto, com temas que condiziam com o bairro, além de me preparar para conversar com a turma.
Para mim, aquele dia foi ainda mais tocante, já que o Brasil se consternava mais uma vez com situações de violência no ambiente escolar.
Ao chegar na secretaria, cuja a entrada é gradeada e dá para uma sala ampla cheia de computadores, sou recebida por uma professora com um sorriso sincero. Era Andrea (peço perdão se escrevi o nome incorretamente), que me levou para a sala de leitura, juntamente com outras professoras.
Encontrei uma escola bem conservada, com essa sala de leitura linda, repleta de livros, e, óbvio, alunos correndo, rindo, já que era a hora da janta.
Após conversar com o prof. Mário, nos dirigimos para a sala do IF e ali, em quase 20 anos como jornalista, fiquei totalmente sem reação ao ver um monte de jovens batendo palmas, felizes, em ver uma autora ali, na frente deles.
E olha que eu já passei por isso, conversando com crianças, jovens, mas ali foi diferente.
É uma galera que está na efervescência de seus projetos de vida, que cada um me disse com um sorriso nos lábios e muitas dúvidas na cabeça, mas que estão lá, sendo elas mesmas, num ambiente escolar com todos os problemas e desafios presentes.
No momento das perguntas, vi ali não só curiosidade, mas também os medos e mazelas que esses jovens enfrentam, em tempos ainda mais desafiadores e conectados. Teve gente que quer também escrever, mas não sabe por onde começar, professora que queria também entender os desafios da escrita, como é a rotina de um freelancer, como é esse ofício tão instável, como o viver.
Ri muito com o pessoal falando de VooOnda! Que não entendeu o contexto da história, que achou “lindo” o traço, mas não sabiam se era uma joaninha ou uma barata o inseto que desenhei, o porquê de uma sereia.
Ao final, fui surpreendida com um desenho do aluno Viti, que tem o seu projeto de vida ser do Exército, que fez na hora, a Anastácia, a boneca que bordei e usei de capa da “Um sorriso no pós-fim do mundo”.
Saí dali num Uber que gentilmente o prof. Mário me pediu, com um motorista curioso e feliz por eu ter relatado sobre uma escola que atua não só em ensinar o básico, mas também instiga os alunos a pensar no futuro hoje.
E como disse a eles, mesmo que os projetos de vida não se realizem, ao menos eles tentaram.
Não vou lembrar de todes, mas o Viti quer ser do Exército, o João, trabalhar com TI, o Cauê quer ter uma casa de chá, a Raíssa quer trabalhar com moda e comunicação. Há também quem quer ser artista, roteirista, advogada, veterinária, tem um mocinho que será Presidente da República (tomara, leva jeito!), e o Nicolas, que tem Síndrome de Down e me deu um abraço tão puro e sincero, que quer ser o que bem entender.
O que importa é que eles já são: seres em construção.
E tomara que o prof. Mário e todes dos profs. Da escola vejam esse futuro ali presente.
(e que ele tenha recebido o MMS com a foto que mandei desse meu celular maluco! Atualização: mano, ele não recebeu! Preciso levar esse aparelho à assistência técnica!).
Projecto ACBD (art cred banda desenhada/histórias em quadrinhos), ação de Portugal voluntária que reúne quem gosta de escrever com quem gosta de desenhar, está no ar, com a edição novembro/dezembro 2022.
O tema foi o poema “A Despedida”, de Ana Velhinho (Portugal) e, desta vez, reuniu mais brazucas, que massa! Além de mim, Natália Damião (Paraíba) e Nietzsche Pop (Rio de Janeiro) foram os ilustradores. Já de Portugal, Bruno Maio sempre está presente nesses desafios.
Por falar nisso, é a segunda vez que rola poema para desenhar, penso eu. Em abril, eu desafiei a galera (a Natália e o Bruno desenharam, diga-se) a ilustrar em formato HQ “Por um Dia”, de minha autoria.
Confira no link da Associação Tentáculo nossos trabalhos voluntários e agradeço mais uma vez a oportunidade.
Olha, admito que desanimei nos últimos tempos essa de “fazer quadrinhos”. Então, vou indo em doses homeopáticas, rs!
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