Todo fluye. Todo está en movimiento, y nada dura eternamente. Por eso no podemos descender dos veces al mismo río, pues cuando desciendo al río por segunda vez, ni yo ni el río somos los mismos.
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Todo fluye. Todo está en movimiento, y nada dura eternamente. Por eso no podemos descender dos veces al mismo río, pues cuando desciendo al río por segunda vez, ni yo ni el río somos los mismos.
“O fato de o mar estar calmo na superfície, não significa que algo não esteja acontecendo nas profundezas.”
O mundo de Sofia
"Intentó pensar intensamente en qué existía,para olvidarse de que no se quedaría aquí para siempre".🤔 #Mundodesofia #Hi #Girl #filosofia #Home #Grey #Flowers #Bai
“O fato de o mar estar calmo na superfície, não significa que algo não esteja acontecendo nas profundezas.”
O mundo de Sofia
Desculpe o transtorno, preciso falar sobre a displicência
(Smurfs Wiki)
Lembro-me até hoje de quando aprendi o significado da palavra displicência. Foi com o meu professor de geografia do oitavo ano. Bom, não exatamente com ele. Eu não estava prestando muita atenção na aula quando começou esse assunto. Ninguém estava, para falar a verdade. Todos começaram a perguntar o que significava displicência sem dar nenhuma atenção para o professor que tentava explicar, falhando miseravelmente perante a simples explanação que veio na forma de um grito bem do fim da sala. “É vagabundo, ô car*lho!”A partir daí, nunca mais esqueci o que significa displicência.Tentei negar no começo, mas sei que a displicência tem bastante a ver com a minha vida. Por exemplo: eu deveria ter entregado esse texto há mais de um mês, mas não entreguei. Gostaria de ter um motivo razoável, como sofrer de insônia, mas eu não sofro. Ou, estar estudando demais e não ter tempo para as coisas, mas eu não estou. Até mesmo, falar que estou muito estressada por conta de vestibular e tudo o mais, mas eu não estou tão estressada assim. Então, na verdade, só não entreguei o texto por causa da displicência.E, além disso, não conseguia pensar em nenhum assunto para um texto, o que sempre me levava a fazer outra coisa e me distrair e deixar a escrita para depois. Isso sempre acontece comigo. Sempre penso em algo que devo fazer, mas resolvo fazer outra coisa, deixando tudo para depois. A palavra que define isso é procrastinação.Não aprendi essa palavra com nenhum professor, foi num vídeo do PC Siqueira.E, realmente, me define mais que displicência.
Escrito por: Sofia Alvarenga
A inesperada crônica de um desespero
Nasci por volta das quatro e quinze da manhã de quarta-feira, primeiro de setembro, no ano de mil novecentos e noventa e nove. Gravidez sem risco nenhum, disseram os médicos. Sobrevivi muito bem, como o esperado, e minha mãe também. Nasci com dois braços, duas pernas, um nariz, uma boca e dois olhos, bem desalinhados, se querem saber, mas já está tudo bem. Estava muito quente pelo que minha mãe conta. Suspeito de que seja por isso que odeio o calor. Também nutri uma certa aversão – totalmente gratuita – para com as quartas-feiras grande parte da minha existência. Tenho poucas lembranças da minha época de muito nova. A lembrança mais remota que tenho é do dia em que queimei a mão na frigideira. Depois, lembro de assistir desenhos sentada no chão, quando eu não ia à aula, tomar chá no fim da tarde, esperar minha mãe chegar do trabalho olhando pela janela da sala, e, então, na hora da janta, assistir mais desenhos. Meus preferidos eram Dom Pixote, aquele do cachorro azul, e a Pantera Cor-de-Rosa, aquele da... pantera cor-de-rosa. Lembro que a fase de gostar de rosa passou rápido para mim. Minha cor preferida é azul faz uns anos, mas já fiz as pazes com o cor-de-rosa e até gosto dele, agora. Também, nunca gostei muito de amarelo, nem da Barbie. Não que tenham alguma coisa a ver. Hoje em dia eu só não ligo muito para o amarelo, mas ainda não gosto da Barbie. Eu gostava de brincar no meu quarto. Sozinha, mesmo. Nunca tive muitos amigos quando criança. Inventava histórias sobre princesas, cavaleiros e castelos muito altos. Minha princesa favorita era a Cinderela, mas os filmes que mais marcaram minha vida foram Robin Hood – o da Disney – e Princesa Prometida. Meu quarto era muito grande quando eu era criança e, apesar de ser o mesmo quarto, hoje ele me parece bem menor. Sempre tive medo do barulho que a descarga do banheiro fazia. Lembro de abrir a porta antes de puxar a cordinha, para dar tempo de sair correndo e me esconder no quarto. Adorava andar de fantasia pela casa. Não importava qual, na verdade, mas minhas preferidas eram dois vestidos: um da Branca de Neve e um da Cinderela – ambos feitos pela minha avó – ou, até mesmo, um macacão com estampa de onça, para que eu fingisse ser um leopardo. Gostava de leopardos, guepardos também. O primeiro filme de terror que assisti tinha a ver com ET's e uma plantação de milho. Lembro que fiquei com muito medo, mas, hoje em dia, eu não sinto mais medo de ET's. Fiquei com muito medo quando entrei na sala de cirurgia para corrigir aqueles meus olhos desalinhados, também. Mais medo do que jamais senti do Freddie Kruegger – e, só para constar: eu sempre tive mais medo do Freddie do que do Jason. Separava as balas de goma vermelhas para comer por último, porque eram – e ainda são – as mais gostosas, tomava mamadeira todo dia a hora que acordava, passava muita manteiga nas minhas torradas e sempre preferi café fraco. Nunca soube finalizar textos, também. Mas, aprendi com um professor e acho válido: a vida não é um bolinho.
Sofia Alvarenga