Assim que sei pai saíra para o trabalho, após o café da manhã, Joy foi até a cozinha para que pudesse conversar com Matilde. Dentro de sua casa não precisava usar a muleta, tudo ali estava em seu lugar exato e conforme a menina precisaria, planejado para que pudesse caminhar livremente sem esbarrar em nenhum móvel. Ao chegar no local, a radialista sorriu fraco com a presença da empregada. “Matilde... Não fique chateada, ele é desse jeito mas no fundo é uma ótima pessoa. Só não faça com que ele venha te xingar novamente, deixando tudo em ordem e da forma que estou sempre acostumada, ele não terá motivos para brigar contigo.” Sorriu. Alguns minutos se passaram após aquela conversa e lá estava a empolgada Joy, saindo com seu óculos de sol e a roupa para caminhada, era hora de fazer seu passeio diário. Logo que abrira a porta, o ar tocara sua pele o todos os tipos de barulhos ali invadiram seus ouvidos, já sorrindo, ela caminhou dez passos até chegar a pequena escada, com seus rápidos quatro degraus.Tudo normal até chegar no passeio, onde esticara sua muleta e começara a bater suavemente no chão, para que o barulho indicasse onde ir e se estava seguro de qualquer obstáculo surpresa.
Costumava sempre fazer aquele mesmo caminho, porém, naquele dia tudo estava calmo demais, poucos carros e pessoas passavam pela rua. As batida da muleta contra o chão era o barulho que mais destacava perante todos os outros, até um carro, muito rápido, aproximar e parar bem ao lado da morena; fora então surpreendida com um homem que a prendera, ela apenas tentou fugir.”Me solta! Eu vou gritar! ME SOLTA!” Rebatia contra eles com toda a força que poderia ter, gritou, chorou e ninguém apareceu. Era fraca demais para poder lutar contra alguém com o dobro de seu tamanho, e este a colocaram dentro do automóvel, tampando seus olhos e bocas. Um dia que começara tranquilamente bem havia se tornado um verdadeiro terror, o destino de Joy era inserto não sabia o que fariam, mas sabia que estava correndo muito perigo.