madrugada
tenho em mim um universo tento sempre transformar em verso mas é difícil transcrever algo tão diverso
vejo poesia onde veem desgraça vejo perigo onde nem sequer há fumaça
sorrindo pra todos por onde passo tentando fingir ter peito de aço dou a cada um, um meu pedaço
dores, amores e cores.
sentimentos, batimentos e arrependimentos.
razão, emoção e coração.
pés pro alto, cabeça pra baixo chuva não cai, mas em meu rosto se forma um riacho.
de todos duvido mas com todos me divido a poucos dou ouvido
adquirindo vícios antes repudiados assistindo programas antes menosprezados saindo com caras antes ignorados
é possível chover sem molhar? é possível morrer sem definhar? é possível o amor falhar?
dito, medito e edito. nada parece soar bonito grito, hesito e por fim, recito.
com amor eu fiz, sem amor negou. por amor pedi, com amor estou. do amor eu vim, por amor eu vou.












