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Raridade. Seis repórteres, ao mesmo tempo, na redação do #JornalDaBand - Vai continuar chovendo muito ou vai parar de chover de vez. #NadaComum #Band #Jornalismo #Today #sony (at Grupo Bandeirantes De Comunicacao)
0.3 Nada comum
Semanário das bruxas, RRB, Correio Magicerradense, almoço, livraria, editar artigos, comprar alguns itens críticos e visitar alguns amigos. Uma agenda que sem dúvida um bruxo comum jamais conseguiria fazer em um dia, Mas Márcia Thiara nem de longe era uma bruxa comum, em meio a todas essas atividades ela conseguia encaixar vários espaços para tomar café, a bebida dos trouxas que mais chamava a atenção da moça.
Como já foi dito, Márcia não era uma bruxa comum, o que não diferencia o fato que em uma manhã gélida como a que fazia ela perdia a hora no calor das cobertas e quando decidiu levantar já estava atrasada em uma hora para o segundo compromisso da lista de atividades do dia. Era inexplicável a capacidade que tinha de tomar banho, escovar os dentes, comer, se vestir, se maquiar, separar todos os itens que usaria (e os que não tinha muita certeza se usaria) em uma bolsa magicamente extensa, conversar com os pais e responder todas as correspondências de trouxas e bruxos, não necessariamente nessa ordem, mas cumprindo a todas em um tempo que tomar banho seria pouco para alguns. Por mais que fosse bruxa, Márcia tinha uma vastidão de amigos trouxas e tinha um grande problema com as diretrizes do estatuto do sigilo. Frequentemente era notificada pelo ministério sobre o uso de magia perante trouxas, mas (por algum motivo desconhecido) era respaldada de grandes penalidades. Simpatizava com trouxas de forma tão agradável que trabalhava em uma livraria trouxa, com Lolla (que não é bem o tipo de bruxa que se pode julgar como "comum", mas por motivos diferentes de Márcia). Muitos amigos acham um erro ela estar desperdiçando tanto talento trabalhando para trouxas, mas a jovem aparenta gosto pelo oficio.
Ao fim de mais um dia de trabalho na livraria, Márcia não escondia que se sentia cansada, mas ao mesmo tempo empolgada, pois no dia seguinte era folga e em alguns minutos encontraria sua amiga Dayanne para passar muitas horas conversando sobre inúmeros fatores que regiam suas vidas. Foi ao metro, conversou com todos os companheiros de trabalho e despediu-se como de costume e foi. Dayanne morava em um grande prédio ao lado da estação. Alguns rapazes brincavam em uma rampa de skate que tinha ali ao lado e nada mais funcionava em relação a comercio e coisas do tipo pois já passavam as 23 horas. Caminhando em direção ao prédio calmamente e murmurando uma música romântica, Márcia só percebeu que um rapaz se aproximava quando o mesmo já estava quase ao lado dela. Quase que instantaneamente a garota sacou a varinha e virou para o rapaz, que tinha alguns centímetros a menos que ela de altura e aparentava ter uns 15 anos. -Calma ae, tia, sou ladrão não. -Caramba, moleque, que susto. -Que porcaria é essa aê?- O menino indicava a varinha. -Nada, um pedaço de pau que uso pra me defender.-Márcia voltava a caminhar em direção ao prédio... -E pelo visto não se defende de maneira correta, não é, Marcia Tiara?- A voz era grave e e pela sombra Márcia pode ver que o garotinho não estava mais sozinho. Virou-se num impulso. -Protego- Foi exatamente o tempo de bloquear o raio de luz vermelha que o homem havia disparado com a varinha. Os rapazes que brincavam na rampa não estava mais ali, o menino parecia estar em uma espécie de transe e olhava para o nada, e o Homem escondia o rosto embaixo de um capuz de um casaco bem grande. "Quem é você?" Perguntou para o homem com a varinha preparada. -Digamos que sou alguém que te admira bastante, gostaria de te convidar pra tomar um café, conversar um pouco. -Moço, eu não sei bem onde o senhor aprendeu esses galanteios ae, mas eu aprendi a recusar esse tipo de encontro ou abordagem, então hoje eu vou te dizer não.- E em um piscar de olho Márcia já não estava mais ali. Desaparatou para a porta do prédio que ficava do lado oposto. Olhando atentamente para todos os lados para saber se o homem não estava a vista, entrou e como já era conhecida do porteiro, foi direto para o apartamento.
Contou o evento para Dayanne, que contou para sua mãe, que em poucos momentos toca a casa já estava ciente e comunicando o ministério. -Mas fica calma, Márcia.- Falava Dayanne tentando acalmar a moça, e acalmar a ela mesma que nitidamente estava nervosa. -Eu estou calma, eu acho. O estranho é q ele sabia meu nome, então é alguém que sabe quem eu sou. -Mas o que importa agora é que você está segura, então vamos comer alguma coisa e tomar um café. Já os aurores pegam esse louco e fica tudo resolvido. O pai de Dayanne era dono de uma padaria e simpatizava muito com os trouxas, tanto que sua padaria era um ponto comum entre ambas as partes. E a moça ajudava o pai algumas vezes assim como o irmão. Eram uma família muito alegre que festejavam muitas coisas com frequência. Naquela noite, Márcia conversou, comeu e bebeu e conseguiu dormir calma...