Depois de tanto tempo me protegendo, te encontrei. Eu quis despir minha armadura. Eu olhava pra você e via um brilho, o tipo de brilho que te atraí, te captura e te prende. Estática. Minha esperança era tanta que eu não pensei duas vezes, e fui em direção a luz. Nua. Fiz todas as coisas que nunca fiz e você me abraçou calorosamente. As noites eram de carinho e risadas, e mesmo que fossem frias, se tornavam quentes. Os dias eram de mensagens e sorrisos bobos, que mesmo inocentes eram verdadeiros. Era bom sorrir com você. Era bom tocar você. Era bom só estar com você. Mas como nada dura perto de mim, eu deveria saber... é engraçado como a gente se engana a respeito de alguém. Enquanto eu aproveitava um dia de cada vez e tentava colocar um pé na frente do outro com cuidado, eu cai em uma armadilha. O brilho que eu vi, era fogo e me queimou. Você virou fumaça. Desapareceu sorrindo, olhando pra mim, me deixando sozinha e mais uma vez no chão. Tentei por várias vezes te encontrar e você não apareceu. Então, em um cantinho no escuro, vi algo reluzir... minha armadura ainda estava ali.