O amor pra mim é tão sagrado, e eu não o reconhecia em suas ações. Não reconhecia o amor nas suas palavras, nem no seu jeito de tentar mudar meu jeito e tudo o que em mim te desagradava. Isso não é amor, eu não sou tola. O amor é íntegro, pois quem ama respeita, cuida, cultiva a honestidade e a confiança. Quem ama sabe e sente isso intrínseco no seu ser, pois não teria como ser de outra forma, o amor é forte demais pra ser sutil. O amor ao outro pode ser tolerante até demais quando o amor próprio sai da sala, o amor é uma força que precisa de equilíbrio, amar é ato sagrado pra quem sabe. Amar não é querer mudar o outro, como você tentou tantas vezes, amar é dar espaço pra pessoa ser quem ela é, e saber crescer junto quando a melhora for um consenso. Amar é saber como lidar, ter a paciência de entender que ninguém é uma extensão de nós, que decepções são inevitáveis, mas ainda assim ter a maturidade de saber até que ponto é saudável buscar uma moradia no coração do outro. Amar é reconhecer no outro os defeitos que se encaixam na sua vida, é estar presente, é olhar os momentos difíceis com seriedade, mas também com carinho, é buscar soluções, não desculpas. É não apontar o dedo, não esperar que a pessoa se encaixe no seu molde, mas enxergar o outro como o certo para além de suas próprias convicções.
- É, Zé... Você não me amou, né? -










