Seus hipócritas de merda... lembram-se do dia em que nasceram? Ou do dia em que disseram a primeira palavra da vossa vida? Ou quando deram o primeiro passo em direção à porcaria do mundo onde vivemos? Claro que não.
Vocês não se lembram como foram criados nos primeiros anos de vida, mas insistem em querer lembrar-se da porcaria toda que vos trouxe para onde estão agora.
De que vale a um ser, estúpido e desumano como nós, reviver promessas, relacionamentos, o dinheiro que perdemos e as porcarias que não fizemos mas podíamos ter feito? NADA!
Revolucionário não é aquele que pega no passado e o reconstrói, mas aquele que apesar de não se lembrar de nada, aquele que não quer saber qual foi o primeiro chão que pisou, tem a certeza do chão que quer pisar pela primeira vez e da próxima vez. Se isto tem algum fundamento? Claro, até a morte tem fundamento. No preciso momento em que eu tiver posto um ponto final nesta frase, toda a porcaria que mencionei não será nada mais que lixo, que passado. E para quem leu a última frase? Não importa o que disse, importa o que direi, o que farei. Porque o passado não pode dar cabo de uma vida, a reconstrução deste, mesmo que psicológica, pode.
Deixemo-nos de hipocrisias, o dinheiro não trás felicidade? Porra, o dinheiro é a felicidade. E o amor? A verdade e mais pura verdade alguma vez dita, é que não precisamos de alguém belo para amar, precisamos de nos amar a nós próprios e aí, quem sabe não amaremos outro alguém senão nós. Primeiro estamos nós, depois os outros. Toda a minha vida funcionou em redor de quem precisava de uma palavra amiga, um ombro onde pudesse chorar… mas o que aconteceu com esse ombro? Acabou fodido juntamente ao seu dono. Mas e para que preocupar-me com o ombro fodido? Vou tratar de foder o outro eu mesma, porque só eu importo e só eu devo dar cabo de mim própria.
Não importa o que se passou, importa o que depois do próximo ponto final, acontecerá.