Museu Paraense
Olá queridas e queridos
Assim como na semana anterior segue as apresentações dos seminários dos colegas, e o texto apresentado está semana é " A coruja de minerva- O museu Paranaense entre o Império e a República ", texto de Nelson Sanjad resultado de sua tese da pós-graduação. Como o próprio título já coloca, o texto apresenta a construção institucional do Museu Paranaense Emílio Goeldi sob uma perspectiva de transição no cenário político e como isto se fundamenta e influência na criação da instituição. Ou seja, o plano de fundo da narrativa e a transição do Império para a República.
O desenrolar desta pesquisa e recontada sob a perspectiva de "personagens" que fizeram parte da história e que atuaram para que o Museu tornasse o que é atualmente apesar de ter enfrentado tais questões políticas no passado. Tendo então Domingos Soares Ferreira Penna e Emílio Augusto Goeldi como "personagens". O autor monta a sua narrativa e nos apresenta o papel destes homens para a construção da história do museu e quais foram os elementos resultado de seus esforços.
Domingos Penna foi quem participou da fundação do Museu em 1861, no período que ocupava o cargo de Secretário do Governo mas o autor considera que ele não foi o "responsável" pela criação da instituição mas que ele contribuiu para tal feito, sendo assim tem como opinião e abordagem que a fundação do Museu foi um conjunto de feitos que buscavam o enaltecimento da ciência e suas pesquisas. Em contrapartida Emílio Goeldi foi figura principal para a formação do Museu em seu estado e estrutura atual.
Goeldi chega ao Museu por conta de suas pesquisas sobre as aves e mamíferos do Brasil sendo estas obras resultado de pesquisas que o mesmo fez após deixar a subdireção da seção de Zoologia do Museu Nacional. Tais estudos levaram Lauro Sodré (governador do Pará) a tomar conhecimento sobre o naturalista e então o contratou para trabalhar no Museu Paranaense.
Em sua gestão Goeldi reformula todo o Museu e o coloca como local de referência de pesquisa da fauna e flora da Amazônia, mesmo tendo a política como bagagem já que a instituição foi fundamental para o projeto republicano no Pará no quesito conhecimento, pois o local serviu de instrumento de instrução nacional e internacional.









