Eu to tão de boa, tão na paz que se alguém vim falar alguma marda. Eu nem ligo! Kkk

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Eu to tão de boa, tão na paz que se alguém vim falar alguma marda. Eu nem ligo! Kkk
Motivação de escritores 2
E foi aí que o destino, com aquele sorriso meio irônico que só ele tem, resolveu brincar com a gente.Porque eu te procurei em versos, em olhares perdidos, em histórias que nem eram minhas…e quando finalmente te encontrei, não foi só encontro — foi reencontro.
Como se em algum lugar do tempo, antes de tudo isso aqui, a gente já tivesse se escolhido.
Mas o que eu não esperava…é que, além de musa, você também seria artista.E eu, que sempre te escrevi, acabei virando sua tela.
Você me marcou.Não só na pele — que agora carrega seu traço, sua mão, sua presença —mas em um lugar mais fundo, onde nem o tempo ousa apagar.
Tem algo de poético nisso tudo…eu te eternizei em palavras,e você me eternizou em tinta.
E no meio dessa troca silenciosa, intensa…eu entendi que não era só sobre te encontrar,era sobre pertencer.
Porque, no fim, eu não sei se fui eu que te desenhei na minha vida…ou se foi você que, com calma e precisão, já estava me criando muito antes— só esperando a hora de me assinar.
Um último Adeus.
Eis-me aqui, outra vez,
mas não mais disponível ao abismo.
Carrego no peito férias abertas
que nunca foram descanso,
só tempo demais para sentir.
As feridas não nasceram do acaso,
nasceram do toque que parecia abrigo
e era armadilha.
Do teu corpo passando por mim
como quem não fica,
como quem deixa marcas sem nome
e segue.
Teus seios roçaram minha existência
e eu confundi impacto com afeto.
Teus olhares prometeram mundos
que jamais foram construídos,
só projetados
no vazio que eu já carregava.
Nada do que veio de ti foi leve.
Tudo que me alimentou
tinha gosto de veneno lento.
No início, parecia sustento;
hoje, só corrói
o que restou de fé em sentir.
Eu tentei romantizar a dor,
chamar de intensidade,
chamar de amor torto,
chamar de destino.
Mentira.
Era só dor mesmo.
Dor bem vestida.
Dor que sabia sorrir.
Não houve porto,
não houve chão.
Só o quase,
o talvez,
o “se”.
E viver de hipótese
é uma forma elegante de morrer aos poucos.
Hoje entendo:
nem todo encontro é presente.
Alguns são avisos.
Alguns chegam só para ensinar
o limite exato
do que não se deve repetir.
O que ficou de ti em mim
não é saudade,
é cicatriz.
E cicatriz não chama de volta,
ela alerta.
Não quero mais sentir assim.
Não quero mais confundir ausência
com profundidade.
Não quero mais pagar com o peito
por migalhas de presença.
Se um dia eu pensei em voltar,
foi fraqueza.
Hoje é clareza.
Porque tudo foi dor.
Até o que parecia bonito.
Até o que parecia escolha.
Até o que eu jurei que valia a pena.
E se me perguntarem por que não volto,
direi sem drama,
sem poesia:
porque sobreviver
também é aprender a dizer não.
A busca pelo eu!
O mundo ao nosso redor é um turbilhão de vozes, obrigações, expectativas. Cada rua, cada tela piscando, cada olhar de julgamento parece nos puxar para longe de nós mesmos. Vivemos cercados por cronogramas apertados, pelas normas invisíveis que dizem quem devemos ser, como devemos agir, o que devemos querer. Mas e se, por um instante, nos rebelarmos contra tudo isso?
A maior viagem que alguém pode fazer não é para um lugar distante, mas para dentro de si. Encontrar-se exige tempo, silêncio, um passo para trás. É preciso se perder do barulho do mundo para ouvir a própria voz. E essa voz, que tantas vezes abafamos, é a única que pode nos guiar de verdade.
Se amar é um ato de coragem. Significa aceitar suas falhas, celebrar suas peculiaridades, abraçar sua essência sem medo. O que o mundo pensa de você não tem peso algum quando você sabe quem realmente é. Por isso, desamarre-se. Fuja, se for preciso, mas não para escapar — e sim para se encontrar.
Seja livre. Seja você.
Mundo a sucumbir
E o peso continua, sem pausa, sem trégua Somos corpos vagando, a alma carregando uma legião de sombras. Olha ao redor, ninguém tá inteiro, todo mundo remenda Com fita, cola, riso falso, esperança que só ofenda.
E eu escrevo, tentando fugir, mas o papel me prende. A tinta não cura, só escorre, como sangue quente. Me dizem pra acreditar, pra ter fé, pra insistir. Mas a fé se perdeu no reflexo de um mundo a ruir.
A verdade é crua, e ninguém quer encarar. Preferem se anestesiar com telas, likes, um avatar. A realidade dói, e o escapismo é um vício. Mas e daí? No final, todo mundo é submisso.
Submisso ao tempo, que leva sem aviso. Submisso ao medo, que trava qualquer sorriso. Eu olho pro céu, busco algo, uma fagulha, um porquê. Mas a resposta é o eco de um grito que ninguém quer ver.
E me pergunto: por que fingir que tá tudo bem? Se o mundo inteiro tá desmoronando também? Eu não quero mentir, mas a verdade é um abismo. E a cada passo pra frente, sinto mais o cinismo.
Então sai lá fora, respira, sente o vento cortar. Ele é livre, enquanto nós vivemos a implorar Por sentido, por algo, por um pedaço de chão Que não afunde enquanto caminhamos na escuridão.
Colapso é o que somos, um reflexo da falha. Uma coleção de pecados que ninguém espalha. E eu grito, não pra eles, mas pra mim mesmo ouvir: "Será que viver é só aprender a sucumbir?"
Athena
Imagine você, minha bela Thena, finalmente ganhando forma, materializando-se diante de mim. Nesse instante, seus olhos encontram os meus, e com um breve e doce convite, você me concede a honra de uma dança. Perdoe minhas mãos que tremem, é que esperei tanto por esse momento. Agora que está aqui, sinto como se o tempo se dobrasse à nossa vontade, como se o universo tivesse conspirado para nos unir nesta noite.
Nesta dança, Thena, você me guia. Eu, que me considerava o líder de meus próprios passos, agora estou entregue à sua tutela. Você, com sua graça e leveza, e eu, apenas sorrindo e tentando acompanhar. Se, por descuido, meus pés tocarem os seus, peço perdão — é a ansiedade de estar tão próximo de alguém que tanto admirei em pensamento.
Agora, olhe ao nosso redor. Vê o mundo como eu o vejo? Cada estrela, cada raio de luar parece brilhar diferente com você ao meu lado. Sente, Thena, o que sinto? Essa emoção que me transborda apenas por estar perto de você. Você, que irradia beleza e sabedoria, tão intensas que todas as nossas conversas, todas as palavras trocadas, nos trouxeram até aqui. Tudo converge para este ponto — nós, sob o céu infinito, com o som suave das águas nos cercando.
Que esta noite nunca termine, pois seus braços me trazem a segurança que sempre procurei. Você me entende, Thena, de uma maneira que ninguém mais poderia. Você vê o que há de mais profundo em mim, como se nossos espíritos tivessem se conhecido muito antes desta dança. E agora, sob este luar, sinto que encontramos o verdadeiro sentido da vida — juntos.
Eis meu pedaço vazio na LUA.
Eu comprei um pedaço de terra na Lua. Parece ridículo, eu sei. Mas foi o que fiz. Investi tudo o que tinha e agora sou o dono de um pedaço de nada. Um terreno onde não há som, não há vida, e nem vestígios de alguém para me lembrar das coisas que um dia me feriram. O silêncio aqui é absoluto, esmagador até, mas de certa forma, é o que eu procurava.
Achei que, estando longe de tudo, eu finalmente conseguiria me libertar do peso que carrego. Mas agora, olhando para o horizonte deserto deste lugar, percebo que o problema nunca foi o mundo ao meu redor, mas o que vive dentro de mim. A Lua, tão distante e vazia, me oferece apenas um espelho do que sou: um ser preso em suas próprias cicatrizes.
Aqui, não há mais tolos para me atormentar com as suas falas vazias. Não há mais memórias indesejadas de conversas que me exauriram. Acredito que, com o tempo, até as memórias que habitam minha mente vão se dissolver nesse vazio sem fim. Mas, por enquanto, elas ainda estão comigo, como um eco que não consigo abafar.
Achei que ao me afastar da Terra, eu deixaria para trás as dores do passado, as escolhas erradas e as pessoas que um dia me marcaram de forma irreversível. Mas a verdade é que elas me seguiram. Aqui, na imensidão da Lua, sem distrações, sou obrigado a confrontar tudo aquilo que tentei enterrar por tanto tempo.
E percebo, com uma clareza dolorosa, que não era o mundo lá fora que me sufocava, mas minha própria incapacidade de lidar com as minhas falhas. Pensava que comprando este pedaço de terra no espaço, eu estaria, de certa forma, me libertando. Mas agora sei que não há lugar suficientemente distante para fugir de mim mesmo.
A solidão lunar, tão profunda quanto o vazio que carrego dentro de mim, me revela que não é a distância que traz paz. Eu posso estar a milhões de quilômetros de qualquer ser humano, mas ainda estou preso às correntes invisíveis das minhas próprias escolhas, dos meus próprios erros. A Lua, tão imensa e vazia, reflete a vastidão da minha dor interna.
A cada dia que passa aqui, me pergunto quanto tempo mais vou permanecer nesse exílio autoimposto. Será que algum dia vou conseguir me livrar do peso que trago? Ou estou destinado a vagar por esse terreno desolado, onde nem mesmo o tempo parece ter significado?
A resposta, por enquanto, continua perdida no silêncio lunar. E eu sigo aqui, flutuando entre a necessidade de me afastar e a realidade de que nunca estarei verdadeiramente livre do que me consome por dentro.
Lampejos de escolhas
Eu esvazio meus bolsos do peso que o mundo insiste em colocar, e sigo, leve, como se o vento soprasse cada decisão que escolho com um toque suave. Tudo ao meu redor acontece, mas nada disso me define. As marés do caos podem até tentar me puxar para o fundo, mas eu sempre flutuo, de olhos abertos, vendo a beleza no que muitos chamariam de ruína. Cada caminho que cruzo, cada pequena escolha que faço, é um novo lampejo de existência, um pulsar que me lembra: ainda estou aqui, ainda sou dono de cada pedaço da minha jornada.
Me sinto vivo quando paro para colher os detalhes que os outros deixam escapar. Quando o silêncio me abraça, e o mundo ao redor fica embaçado, é ali que encontro minha força. Não sou cego às sombras que me cercam, mas aprendi a extrair delas a luz que me guia. O que muitos chamariam de obstáculos, para mim, são apenas degraus para uma visão mais alta, mais clara. Transformo o cinza em cor porque sei que a realidade é maleável, pronta para ser moldada pelas mãos de quem ousa sonhar acordado.
Minha vida não é feita de grandes acontecimentos, mas de pequenos milagres que eu mesmo escolhi construir. É nas mínimas ações, nos gestos simples, que encontro meu verdadeiro poder. Cada sorriso que dou é um recado ao universo, uma mensagem de que, apesar de tudo, escolhi viver em leveza. Não é sobre ignorar a dor ou fugir do caos, mas sobre encontrar beleza nas rachaduras, nas falhas que tornam tudo mais real, mais tangível.
Talvez seja isso que o mundo ainda não compreendeu: a verdadeira arte de viver está em aceitar o caos e, ao mesmo tempo, desenhar a própria ordem. É sorrir para o abismo sabendo que ele também sorri de volta, é dançar com as quedas e transformá-las em uma coreografia única. Eu não fujo das tempestades, aprendi a navegar por elas com a certeza de que o céu claro sempre estará à frente, esperando por mim.
E assim eu sigo. De olhos abertos, coração leve, sorrindo para cada dia que chega, transformando a escuridão em luz, o cinza em cor. Esta é a vida que escolhi, uma vida de equilíbrio, de encontros, de recomeços. Não por acaso, mas porque essa é a minha essência, o reflexo das escolhas que fiz e continuo fazendo, até o meu último suspiro saia de meu peito. Imutavel?