nice invasor. || Marcel&Arthur || FLASHFOWARD
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ᴀǫᴜᴇʟᴀ ᴇʀᴀ ᴜᴍᴀ ᴛᴀʀᴅᴇ ᴛʀᴀɴǫᴜɪʟᴀ ᴅᴇᴍᴀɪs ᴘᴀʀᴀ ᴏ ɢᴏsᴛᴏ ᴅᴇ ᴍᴀʀᴄᴇʟ. Não tinha nenhum cliente para aquele dia em qualquer de seus dois trabalhos, Winter lhe avisara que não poderiam sair porque tinha que cumprir plantão no serviço, as garrafas de álcool já não lhe eram companhia o suficiente e não era mais divertido testar a sua excelente pontaria com o arco-e-flecha dentro de casa (o vaso quebrado confirmava aquilo). O ruivo estava completamente entediado, e, por mais que aprendera a conviver com o tédio durante toda a sua vida miserável, o último semestre havia sido deveras agradável demais para se sucumbir às profundezas do poço inigualável do marasmo novamente.
Para começar, o tal louro universitário, Arthur Harris (simplesmente se recusa a chamá-lo de Arthur White), que conhecera de uma maneira não muito simpática havia quase um ano atrás, acabou tornando-se muito mais próximo do que pensou que tornaria. Na primeira vez que conversaram (ou melhor, que discutiram), juraram um para o outro que não iriam mais se ver; entretanto, pela ironia do destino, bastaram-se apenas mais dois encontros -- um deles com o bruxo à beira da morte (carregava a cicatriz horrenda no ombro até aqueles dias!) -- para que a amizade dos dois acabasse se firmando. Não apenas a deles, claro: A morena, Madison Green, responsável pela terceira reunião dos dois também ficara extremamente mais próxima dos dois rapazes. E depois de terem se encontrado casualmente naquele bar e acabarem causado tantas repetitivas confusões ao lado um do outro ao longo desses meses de convivência, os três tornaram-se ótimos amigos. O trio ficara tão íntimo que agora era considerado estranho caso não dessem notícias sobre o estado um do outro ou não invadissem a moradia de um deles para passar a tarde.
E o tédio da situação em que Marcel se encontrava implorava para que ele passasse na casa de um deles.
Teve que escolher, obrigatoriamente naquele dia, a casa do louro, o que não era a melhor opção, visto que a garota era a melhor cozinheira dos três. Infelizmente, Madison avisara-os um dia antes que passaria o dia fora em algum dos protestos sobre o direito dos animais, pedindo “carinhosamente” para que Marcel não a procurasse -- não que precisasse pedir, é claro; ele ainda possui um certo trauma de protestos onde placas seriam acertadas em sua cabeça. Portanto, a casa dela não seria uma opção para matar o tempo. Logo, Arthur era sua única opção (o que significaria que aquela noite terminaria em pizza). O informante sequer se dera ao trabalho de enviar uma mínima mensagem de texto para o louro enquanto dirigia-se a casa dele: Era um domingo monótono, e era a obrigação de Arthur era estar em sua casa para impedir Marcel de se matar de tédio.
Quando chegou ao apartamento do garoto -- o porteiro deixou-o entrar tranquilamente; seu rosto já era conhecido --, em um gesto amigável de avisar ao outro que era ele quem estava ali, apertou a campainha infinitas vezes, mostrando ser o implicante babaca de sempre. O louro demorou um tanto para atendê-lo (e Marcel não sabia se era porque ele estava testando a sua paciência ou se era porque ele realmente estava fazendo alguma outra coisa e precisou terminá-la antes de atender a porta propriamente -- ele sinceramente esperava ser a segunda opção). ❛❛Eu estou com tédio.❜❜ disse, assim que Arthur finalmente abriu a porta, erguendo uma sobrancelha, suas expressões claramente dizendo: “O que você está esperando para me divertir?”.









