We are lost in darkness {parte cinco}
A única coisa que James realmente gostava naquelas festas Lealistas regadas de falsidade e pessoas esnobes até o último fio de cabelo era sem dúvida a boa bebida servida de graça. O homem ficava apenas em um canto esperando o garçom passar para poder se servir de novo, podia pagar pelas bebidas mas apesar de tudo tivera uma infância pobre e adorava aproveitar tudo que era de graça. Sabia que no meio daquelas víboras não podia de maneira alguma perder a razão e começar a falar o que realmente pensava sobre eles mas sempre que olhava em volta via que elas estavam mil vezes pior que ele pensava que uma dose ou duas a mais não fariam a mínima diferença, doce engano.
Sem dúvida James havia passado da conta com a bebida, arriscava uns passinhos de dança enquanto trocava contado visual com uma Mulher qualquer quando a luz do local se apagou. Seu primeiro instinto de bêbado foi dar um grito de diversão como um adolescente, poderia ser uma grande surpresa que estava para ocorrer, é pra isso que as luzes se apagam em festas certo? Porém, logo sua euforia foi substituída por pavor quando gritos aflitos começaram a ocorrer pelo salão, sentiu por todo seu corpo aquela sensação de que algo ruim estava para acontecer, não deixará de ser uma grande surpresa.
Tonto e naquele escuro James tentou fugir mas sentiu seu braço ser agarrado por alguém, seu primeiro instinto foi puxar o braço enquanto tentava de forma confusa usar seus poderes, quando percebeu que não daria certo por estarem no Cassino começou a dar trancadas mais fortes para conseguir se livrar daquele que o prendia. Quando conseguiu se livrar acabou tropeçando nos próprios pés e antes que pensasse em se colocar em pé para correr sentiu uma pancada forte em sua cabeça e então, o homem apagou por completo.
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Ao acordar sentiu uma forte dor de cabeça e nas costas, só pelo cheiro forte e enjoativo sabia que não estava em casa acordando de ressaca em sua cama depois de ter passado a noite bebendo, estava em algum chão duro e frio. Abriu os olhos lentamente e se arrependeu amargamente de ter o feito, apesar da luz ser fraca aquilo piorou a sua dor o fazendo soltar o pouco que tinha estomago, limpou a sua boca do vômito e fez força para se sentar, sentindo todo o resto do corpo doer com o ato.
Deu uma olhada no lugar repulsivo e precário que se encontrava e junto com a lembrança ainda confusa da festa lealista teve certeza que estava em cativeiro, mordeu o lábio não sabendo se agradecia ou não por estar vivo em determinada situação. Reparou então que não estava sozinho, havia uma mulher e um homem com ele apesar de não conseguir reconhece-los por causa da má iluminação e porque sua vista continuava embaçada devido a tamanha dor de cabeça que sentia.






