Norberto Lobo - Estrela
three:four records
2018
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Norberto Lobo - Estrela
three:four records
2018
Cover for Norberto Lobo’s Muxama LP
Norberto Lobo - Muxama
three:four records
2016
🎧 - Norberto Lobo - A Cor Do Demo 👹
Norberto Lobo pinta com cordas: “A cor do Demo” revela o lado mais primitivo e hipnótico do guitarrista lisboeta.
Num álbum curto e intimista lançado em 2012, Norberto Lobo oferece um dos momentos mais fascinantes da sua discografia solitária. A sexta faixa de *Mel Azul*, intitulada “A cor do Demo”, é uma peça instrumental de pouco mais de dois minutos que condensa a essência do estilo que o guitarrista português aperfeiçoou ao longo dos anos: o American Primitivism levado ao sabor lisboeta.
Com uma guitarra acústica gravada de forma crua e direta, Lobo constrói uma paisagem sonora densa, quase obsessiva. O dedilhar preciso, ritmado, alterna entre melodias fluidas e percussões nas cordas que evocam tanto os blues rurais americanos como a tradição da guitarra portuguesa. O título, “A cor do Demo”, tradução aproximada de “A cor do Diabo” ou “A cor do Demónio”, sugere um tom misterioso, ligeiramente sombrio, que contrasta com a luminosidade azul prometida pelo nome do álbum. Não há palavras, mas a música fala por si: é uma pequena explosão de cor emocional, como se o guitarrista tivesse decidido pintar o diabo com tons quentes de madeira e aço.
Nascido em Lisboa em 1982, Norberto Lobo é autodidata e começou a tocar guitarra aos oito anos. Ao longo de mais de duas décadas, afirmou-se como uma das vozes mais originais e respeitadas da música instrumental portuguesa contemporânea. Influenciado tanto por Carlos Paredes como pela escola primitivista americana (John Fahey, Robbie Basho ou Jack Rose), Lobo não copia: transforma. A sua abordagem é visceral, orgânica e profundamente pessoal. Em *Mel Azul*, editado pela Mbari, essa personalidade revela-se em estado puro, onze miniaturas que parecem esboços de um diário sonoro.
“A cor do Demo” surge no meio do álbum como um pequeno interlúdio intenso. Não é a faixa mais longa nem a mais complexa (ao lado dela surge o extenso “Golden Pony Blues”, de sete minutos), mas destaca-se pela economia e pela força hipnótica. Lobo consegue criar tensão e libertação ao mesmo tempo, como se estivesse a invocar algo ancestral e, ao mesmo tempo, totalmente atual.
Em tempos de música saturada de produção e efeitos, Norberto Lobo recorda-nos que, por vezes, basta uma guitarra bem tocada para revelar cores que nem o diabo imaginava possuir.
Norberto Lobo 🐺 - DJ Massivemig Recommends.
#norbertolobo #musicaportuguesa #indieluso #acustico #guitarra
2005 / 2025 - As Escolhas de: Ricardo Romano
Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas, aqui e na nossa página de instagram. Uma banda / artista: Bill Callahan É de todo impossível imaginar Bill em tarefas mundanas: de certeza que nunca…