𝒊 𝒌𝒏𝒐𝒘 𝒘𝒉𝒂𝒕'𝒔 𝒍𝒊𝒌𝒆 𝒕𝒐 𝒃𝒆 𝒚𝒐𝒖 + @not-inthebox.
uma parte silenciosa e masoquista de isabelle sempre gostou de festas da alta classe de cannes (e paris). gostava do aesthetic e do quão familiar eram, com as mesmas pessoas, mesmas conversas e mesmo processo. além disso, também gostava de ter uma chance de usar suas jóias mais brilhantes e vestidos mais caros; não para se gabar, mas por gostar de se arrumar assim. naquela noite, em especial, estava tão animada quanto melancólica. seus pais haviam montado um jantar beneficente — depois da descoberta da família, aquela palavra causava-lhe ânsia — no nome de colette, sua avó paterna, e não poderia deixar de comparecer. estava decepcionada e sem muita vontade de comemorar nada, mas sentia que não se perdoaria se perdesse aquela noite. por ela, pensou diversas vezes, porque, não importando o quanto estivesse em pé de guerra com o pai, ainda cometeria os maiores sacrifícios pela própria família. não esperava encontrar penélope naquele evento, aliás, mesmo sabendo que corria o risco de trombar com qualquer um dos seus colegas de sala. demorou alguns segundos, após chegar no lado de fora do salão, para notar a presença da outra ali. “cansou de sorrir para eles?” perguntou, num tom brincalhão. as duas sabiam como era ser a moeda de troca da família, afinal, e, mesmo que não fosse dito abertamente, elas sabiam. famílias são complicadas em cannes, aparentemente. “acho que minha bochecha nem funciona mais.”











