❪⠀⠀♡⠀⠀❫⠀◞⠀ 𝐈𝐒𝐀𝐁𝐄𝐋𝐋𝐄 𝐖𝐀𝐓𝐓𝐄𝐍𝐁𝐄𝐑𝐆 𝐒𝐓𝐔𝐘𝐕𝐄𝐒𝐀𝐍𝐓 ⠀ ––⠀ 𝑎𝑏𝑜𝑢𝑡.
NOME: isabelle colette wattenberg stuyvesant.
IDADE: dezoito anos.
SIGNO: leão (12/08).
MBTI: ENFJ-A.
CODINOME: réia/rhea.
CIDADE NATAL: paris/frança.
ATIVIDADES: grêmio estudantil (secretária), clube de debates, clube de decathlon acadêmico, comitê de ações sociais, líder de torcida, clube de luta, esgrima, clube de línguas (inglês, francês, alemão e norueguês).
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𝐁𝐈𝐎𝐆𝐑𝐀𝐅𝐈𝐀.
martina wattenberg e atticus stuyvesant nunca quiseram ter filhos, mas estavam cientes que, pelo bem da linhagem, precisariam fazer o sacrifício. os primogênitos de suas respectivas famílias, já esperavam certa pressão da sociedade (e de seus progenitores), então, racionais como eram, não se importaram com o inevitável. a primeira integrante do clã veio no segundo semestre do matrimônio e, se fosse ser sincera, a mãe não estava nada animada. a gravidez era de risco, e, embora fosse nova, as chances de que algo desse errado e o feto morresse eram enormes; isso apenas piorou a sensação de prisão em martina. não havia o mínimo espírito maternal em seu corpo ou em seu espírito e tudo que queria era que aqueles nove meses passassem depressa — queria voltar sua vida normal, com lazer de verdade e trabalho. alegava, porém, que teria tempo de apreciar o milagre da vida quando não estivesse mais sentindo enjoos ou tonturas. a primeira vez que colocou as mãos em sua primogênita, sorriu alegre, depois de sete horas de parto, mas poucas coisas deram certo depois disso: isabelle não queria mamar, não parecia conseguir se sentir bem nos braços da mãe e isso estava começando a desgastar martina. semanas após o nascimento da garotinha, a matriarca, que sempre se mostrou tão forte, foi diagnosticada com depressão pós-parto.
a criação (e, consequentemente, o crescimento) de isabelle deu-se num ambiente tão frio quanto caloroso, dependendo da pessoa. passou a primeira infância em paris, lar da família paterna, e adorava tudo que envolvia aquele lugar; os amigos, a vizinhança, os irmãos, a casa, os familiares presentes. a mãe continuou emocionalmente ausente e o pai não parava em casa, mas, pelo menos, tinha a presença dos empregados, sempre tão leais e carinhosos, e dos avós e tios. aos dez, porém, os gritos e as discussões constantes deram início e foi o início do fim. martina e atticus vinham discutindo muito e, de uma hora pra outra, foi anunciado que sua família precisaria se mudar. despediram-se de paris e chegaram em cannes para uma vida completamente nova, como os progenitores fizeram questão de dizer, repetidas vezes. as brigas cessaram (e era ótimo, porque, assim, não precisava consolar os irmãos menores), porém não perceberam o quanto a filha mais velha estava murcha e sem a alegria de sempre, parando de saltitar e pular pela casa em paris. quem notou foi colette stuyvesant, a avó, depois de uma visita, e logo os avós se mudaram para cannes, porque sabiam que a neta não se adaptava rapidamente às mudanças. perto de rostos conhecidos, ela voltou, aos poucos, a mostrar sua personalidade extrovertida e enérgica.
é inegável que belle foi criada pelos avós e pelos empregados — dorothée, a governanta, sendo sua fiel escudeira e um braço caloroso desde seu nascimento — e ela repassou esses ensinamentos para os irmãos. tem, no total, cinco: amélie, florence, jérôme, eugène e constantin. o terceiro filho, no entanto, morreu aos três anos. quando ninguém estava olhando, entrou na piscina e se afogou. depois do velório, isabelle, na época com seis anos, viu a mãe chorar pela primeira vez. ela pouco fala no assunto e, quando o faz, é rasamente, mas guarda muita culpa do que aconteceu, ainda tendo pesadelos com as imagens do corpo do irmão mais novo. sua relação com a mãe, porém, foi melhorando aos poucos, mas nunca o suficiente para considerá-la boa no cargo. as duas possuem dias bons, normalmente antecedendo eventos ou coisas importantes, e dias terríveis, quando se ignoram por completo. seu pai nunca foi presente, mas passavam um bom tempo juntos quando tinham um tempo juntos. nas férias, após uma discussão, isabelle decidiu sair de casa para dar um fim às brigas num ato impulsivo e imaturo.
𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄.
seu ponto mais vultoso é, sem dúvidas, seu lado maternal, conhecido e facilmente identificado por qualquer um que caia em suas graças. cuida, nutre, enxuga as lágrimas com uma naturalidade tamanha que já ouviu centenas vezes o quanto nasceu pra isso. começou a prática muito cedo, porque sempre cuidou dos irmãos e dos pais, quando estes eram relapsos demais até com eles próprios. em público, mantém a expressão acessível e cativante, sempre disposta a ajudar qualquer um que precise de um abraço, consolo ou guia. seu dom é servir os outros, sem esperar nada em troca, porque é isso que uma mãe faz: sempre dando e nunca recebendo — filhos são ingratos, afinal. cresceu numa família religiosa (e hipócrita), mas nunca se interessou em seguir os ensinamentos da igreja católica apostólica romana. desde a tenra idade, acreditava que uma vida limitada e que impedia que experimentasse qualquer coisa era uma vida que ela não teria, decerto. participou das missas até os quinze anos, abandonando os eventos solenes definitivamente por falta de vontade. para os amigos da família, porém, isabelle é uma pessoa religiosa e que nunca se desviou dos caminhos de deus, sejam eles quais forem.
o outro lado da moeda é isabelle stuyvesant — o anterior sendo apenas belle —, criada pessoalmente pela stuyvesant mais forte e de pulso firme, colette. sua avó era uma mulher complicada e que conseguiu desestabilizar ainda mais a saúde mental da neta, mas soube criar uma herdeira firme e proativa. por trás da maquiagem delicada e das roupas de marca, uma menina ambiciosa e astuta se esconde, como uma cobra prestes a dar um bote. isabelle não é uma boa menina, como muitos pensam, e poucos são aqueles que sabem disso. aprendeu a atirar aos seis anos, entrou na luta aos oito e puxou o cabelo de uma rival no banheiro, após ter perdido o campeonato de soletração, aos nove. nunca houve espaço para bondade e gentileza em seu mundo, mas ela encontrou um meio de conciliar seu lado brilhante e obscuro de algum jeito. seu sorriso é tão gentil quanto feroz e seus atos podem sair de amistosos para letais em questão de segundos. por ter crescido num ambiente que incentivou a competitividade e a necessidade de ser a melhor, belle possui a meta de ser excepcional em tudo que faz, independente do que for. é fluente em seis línguas e tem um currículo acadêmico invejável.
isabelle é, também, muito controladora e não aceita que nada saia de seu controle. acostumada a comandar a escola de uma posição deveras privilegiada, a de rainha, a mudança de rotina foi um grande golpe cravado em seu peito. em notre-dame, tinha fama, popularidade, aceitação e, o mais importante, estabilidade. tudo isso foi-lhe tirado e ela não soube como agir, ficando como um felino, de pelos eriçados e pronta para atacar qualquer um que lhe tocasse. afinal, é uma mãe e uma mãe protege sua prole, certo? ninguém pode tocar em sua família e ela faz questão de certificar-se que isso não aconteça. por trás de sua óbvia arrogância e senso de grandeza, existe uma garotinha muito insegurança e que nunca recebeu muito afeto na vida. sua vida sempre se resumiu em servir as pessoas ao seu redor ou espantar, aos rosnados, as ameaças. ninguém se importava em checar se a pessoa que cuida está precisando de cuidados e, para ela, está tudo bem — ou quase. a solidão é uma velha amiga, mas demonstrar fraqueza nunca havia sido uma opção. foi criada para ser uma mulher forte e que não chora na frente de ninguém e fraqueza não está em seu dna.















