E vale dizer que acabou? Não é fácil quando você se depara com uma parede que barra qualquer possibilidade de avanço. Alta demais para escalar, grossa demais para construir uma porta, firme demais para derrubar, longa demais para contornar. Então como devemos prosseguir esta caminhada sem sabermos o que há depois da parede? Carrego dentro de mim duas verdades que hoje me embaçam o pensamento. 'Saiba quando é hora desistir' e 'insista enquanto houver amor'. Não sei em quem devo acreditar, Não sei quais conselhos seguir e que caminhos tomar, por que por onde olho, a parede está lá. Sem saídas e sem soluções. A parede me impede de acreditar que o futuro vai ser diferente do que é hoje. A parede me faz ter firmeza que eu não tenho mais forças para continuar, mas em quem devo acreditar? Me diga. Me diga você se achar outro caminho, sem paredes ou muros, sem dias cinzas e noites mal dormidas. Você não está aqui para me dizer, você ao menos tenta me ouvir, você não tem o mesmo objetivo que eu. Porque para você é melhor prosseguir com o muro ou parede, importante é dormimos na mesma cama mesmo que nossos corpos não se toquem durante a noite. O importante é conversarmos, mesmo que as palavras que sejam ditas nos cortem como navalhas afiadas e deixem milhões de cicatrizes. O importante é achar um culpado, e que esse culpado peça desculpas e se cale, que não volte a cometer tal crime. Não sei como resolver o problema da parede, do muro, do abismo. Mas me questiono se estou disposta, com todo fogo de vida que arde dentro de mim, a me apagar e aceitar a vida com as paredes, muros e abismos? ....
Carolina.









