Bom, irei contar desde o começo. Eu hoje moro em Taubaté, mas quando era pequeno morava em Ubatuba. Era eu, minha irmã caçula, minha irmã mais velha meu pai e minha mãe. O meu pai verdadeiro me rejeitou, não quis a mim e nem minha irmãs, abandonou a minha mãe e fugiu. Assim minha mãe conheceu o Guido, que foi o namorado dela, logo casaram. E este, nos aceitou, nos criou como verdadeiros filhos, nos amou. Fez o possível pra que tivéssemos o melhor. Seguindo, eu tive uma infância normal, de uma criança, brinquei, sorri, apanhei por amor, aprendi lições etc. Eu morava em um bar, e a mesmo, era do meu pai. Então, houve certa noite aonde um homem chegou dizendo que queria cerveja, meu pai retrucou dizendo que não ia dar, pois ele já estava devendo muito para o bar. Nisso, na ira, e já bêbado disse que iria voltar com uma arma mais tarde para matar meu pai. Isso aconteceu eu tinha meus 4 anos, e por ser muito novo não lembro muito bem, enfim, o cara havia voltado como dissera. Nisso minha mãe pediu pra que entrasse-mos no quarto, trancasse a porta, e ficasse ali até que tudo se aquietasse, e foi o que eu e minhas irmãs fizemos. Mal sabia eu que aquele momento seria a ultima vez que ouviria a voz da minha mãe. Logo quando tudo ficou quieto, minha irmã mais velha saiu, e pediu pra que ficasse ali no quarto, junto com minha irmã pequena. Eu sou cabeça dura não a obedeci, alguns minutos depois fui atrás, e me deparei com uma cena, minha mãe, ela havia sido baleada. Me disseram que ela havia entrado na frente do meu pai pra que ele não recebesse a bala. Bom, como eu era criança, não sabia o que estava acontecendo, não chorei, não gritei, não me desesperei, estava sem reação. Naquela mesma noite, minha mãe morreu no caminho do hospital, não havia resistido aos ferimentos. Com isso, tudo abalou, tudo ficou diferente de uma certa forma pra minha irmã mais velha e meu pai. Bom, seguimos, continuamos vivendo depois de tudo aquilo que aconteceu. Mas como eu disse, tudo havia mudado, havia ficado mais difícil, pois meu pai não conseguia cuidar de mim e das minhas irmãs e ao mesmo tempo sustentar o bar. Foi quando ele teve uma ideia, de mandar a mim e minha irmãs para os meus tios aqui em Taubaté por alguns meses, até que tudo se ajeitasse. Eu particularmente não queria vir, não queria sair de perto do meu pai, talvez naquele instante meu medo era perder meu pai, mesmo não entendendo. Mas eu vim. Eu não lembro, mas me disseram que durante a viagem toda eu vim chorando por causa da minha separação dele. Meu Pai, ele não me abandonou, não fez isso por que não queria mais a gente, mas porque ele que via que aqui a gente, eu e minhas irmãs, estaríamos seguro até que ele conseguisse arrumar tudo lá, no bar em Ubatuba. Quando cheguei demorei pra acostumar, mas acostumei. E foi se passando os dias, meses e meu pai percebeu que aqui em Taubaté estávamos tendo uma vida melhor, uma vida boa, que na visão dele, ele não poderia dar. E resolveu deixar-nos aqui. Mas meu Pai, sempre esteve presente, nos aniversários, no natal, nas datas especiais, feriados, finais de semana. Nunca nos abandonou. E assim foi, aqui eu continuei minha vida, minha infância. Fui sempre bem tratado pelos meus tios. Durante tudo isso, eu nem imaginava que era plano de Deus, que era um estratégia pra que eu conhecesse meu Pai Celestial, que também nunca me abandou durante tudo isso. Voltando, tive a infância normal de uma criança, mas sempre co a mão de Deus me acompanhando. Bom, os problemas começaram na minha adolescência, onde ali conheci a pornografia, masturbação e homossexualismo. A pornografia conheci através dos meus amigos da escola, tinha lá os meus 11, 12 anos não lembro muito bem. Mas sei que aquilo chamou minha atenção. Comecei a olhar revistas que os meus colegas levavam pra escola, logo passei a ver vídeos nos celular, e assim a internet. Comecei por imagens, e logo mergulhei em vídeos. Eu passava horas escondido vendo, eu via, via, via até não aguentar mais. Assim no decorrer disso, veio o homossexualismo. Eu começava a observar os homens, os garotos a minha volta de um jeito diferente. Olhava, observava diferente, tinha desejos, formava imagens na minha cabeça, e aquele sentimento me consumia, já não sabia mais me controlar, em tudo, em todos que eu olhava o desejo vinha e já não sabia me controlar. Assim…. ao chegar em casa comecei a ver vídeos pornográficos gays, até que fiquei só neles, somente neles. E junto de tudo isso vinha masturbação. Fique preso a isso a muito tempo, muito tempo mesmo. Depois em 2006, uma moça chamada Valdirene entrou para trabalhar na casa onde eu moro, ela é evangélica, ela ainda trabalha aqui até hoje, uma ótima pessoa. Bom ai você ja pode ver que estava acontecendo o mover. Vamos continuar, na escola começaram a me chamar de gay, pois eu andava só com meninas, sempre tive dificuldade de fazer amizade com homem. Sempre foi mais fácil pra mim, conversar com garotas. Bom, com todos dizendo que eu era gay, que eu isso e aquilo, acabei acreditando, dando ouvidos a pressão e acabei dizendo que eu era gay mesmo. E que estava nem ai para o que os outros diziam. E isso se espalhou e todos souberam. Cheguei a fazer desenhos para um garoto da minha escola, a mandar cartas e tal, sem saber que era eu, ele descobriu e quando descobriu, ele rasgou um desenho que havia dado, e o mesmo entregou pra mim todo rasgado. Na hora fiquei chocado pela humilhação que eu estava passando, mas segui em frente. Assim foi. Mas durante todo este período, a Valdirene sempre falava pra mim do Amor de Deus, de quem Ele verdadeiramente. Eu não me incomodava com que ela dizia, mas de certa forma também não ligava. E ela foi insistindo sempre. Logo conheci alguns louvores, e tais louvores foram me atraindo. Eu gostava mais de ouvir as canções do que saber da palavra. Era estranho, eu não sabia o que significava a letra, mas eu sabia que aquilo acalmava meu coração, que me fazia bem. E assim foi. Entre este curto período de tempo, perdi meu pai, a morte dele foi um susto pra mim, pois já havia perdido minha mãe. Assim da minha família, ficou eu, minhas irmãs. Consegue perceber? A mão de Deus em tudo? Bom eu particularmente, quando pensei em tudo isso, consegui vê-lo em tudo, até nos piores momentos. Bom, meu pai falecendo, minha guarda passou a ser dos meus tios, que os considero demais meus pais, os amo, são presentes de Deus na minha vida, me ajudaram em muito, me livraram de muita coisa, me deram o melhor. Apesar de meu pais terem morrido, continuei caminhando, pois sabia que não estava só. O interessante de tudo, é que no enterro dele, eu não conseguia ficar triste, eu não chorava não me desesperava, mas dentro de mim estava uma paz, eu não entendia… Mas uma paz estava em mim. Cheguei a dizer pra minha tia (que é minha mãe) com um sorriso no rosto assim: “-Sabe mãe, eu não estou triste, pois sei que meu Pai esta em um lugar melhor”. Eu falei isso com tanta certeza, que eu não sei explicar, mas a paz estava ali. Minha vida continuou, minha adolescência de uma certa seguiu com seus problemas, com suas correntes. A homossexualidade seguia comigo até um certo ponto, onde a mão de Deus interviu. Ali seria o começo do fim destas prisões. Seria o começo de uma guerra pra quebrar as correntes que me prendiam por 8 anos. No 2° ano eu conheci varias pessoas cristãs na escola. E 2 destas pessoas se chamavam Rodrigo e Leticia, vasos de Deus. Eles sabiam que eu era gay, assim eles sempre me falavam sobre. E eu curioso, sempre perguntei da Bíblia, sempre, e eles me ajudavam no possível. Até que um dia o Rodrigo me convidou pra ir no culto de Jovem da igreja onde ele frequentava, e eu aceitei. Seria no sábado. Chegando no sábado fui a tal igreja, escondidos dos meus tios (pais). Lembro que estava morrendo de vergonha quando cheguei, sentei lá atrás com meu amigo. O culto estava cheio, e assim começou. Louvores, palavra, sermões. Até que teve uma hora onde o pastor falou pra irmos à frente, não ir forçado, mas quem estava disposto a ter uma experiência com Deus. Eu fui, fui porque o povo estava indo, não porque queria uma experiência, mas fui com a multidão. Mas no exato momento que cheguei La na frente, um tipo de foto, começou nos meus pés, subiu na minha cintura, e logo me tomou por inteiro, e eu cai ajoelhado. Quando percebi chorava que nem um bebê, não entendia porque eu chorava, mas sei que chorava, entende? E aquilo foi me consumindo cada vez mais, olhava a minha volta todos estavam chorando, via pessoas deitadas como se estivessem dormindo, e vendo isso eu chorava mais ainda. Quando eu pensava que meu choro esta no seu término, as lagrimas voltavam a escorrer espontaneamente. Até que voltei ao meu lugar, chorando, mais voltei. Nunca me esqueci deste dia. No outro dia era segunda, fui a escola, e disse que queria conversar com o Rodrigo. Cheguei nele e falei, não quero mais ser gay! Não quero mais! Minha intenção em dizer isso, era falar que eu queria ser somente de Deus. E foi o que houve a partir daquele dia tudo começou a mudar. Decidi que queria também ir à igreja evangélica, não mais na católica. Disse aos meus tios, e eles não receberam muito bem. Xingaram-me, me bateram, falaram palavras que doeu meu coração. Quando isso aconteceu eu estava pronto pra ir ao culto no outro domingo, mas acabei não indo pela discussão. Lembro-me de ter entrado no quarto naquele dia e chorado, chorado no colo de Deus. Choro de raiva, choro de tristeza, de revolta….de tudo. Mas naquele quarto pude sentir paz, após alguns eternos minutos chorando. Já sabendo da reação dos meus pais sobre evangélicos e a igreja, comecei a ir escondido nos cultos de domingo, e em outros eventos. Fiquei assim por muitos meses, quase 1 ano nisso. Foi um período difícil pra mim, pois se alguém da minha família descobrisse, sei que iriam contar pra minha mãe e meus tios adotivos,e ia dar uma confusão só. Mas encontrava outro tipo de desculpa pra ir.Me batizei escondido, sem ninguém da minha família saber. Foi um dia especial pra mim, pois antes de me batizar, Jesus havia falado pra mim que já estava na hora. Orei, pedi pra que Ele me ajudasse a ter sabedoria, pra chegar no dia e conseguir ir sem ninguém saber. E graças a Deus, consegui! Isso foi no final do ano retrasado, meu batismo. Algo que nunca vou esquecer! Mas continuei a luta, continuei indo escondido pra igreja. Olha, certas horas eu cai, tropecei, murmurei, mas Deus sempre me ajudou, teve misericórdia, e me sustentou na caminhada. Colocou pessoas pra me ajudarem, instrumentos dEle na minha vida. Aprendi muita coisa, que daria pra escrever um livro pra Glória de Deus. Bom, certo domingo, dia de ir no culto, disse pra minha mãe que ia na casa do meu amigo, de fato eu ia, mas depois ia na igreja. Mas logo ela retrucou, dizendo que estava desconfiada disso, e disse que achava que estava indo no culto, pois o horário que eu saia, era horário de culto. Foi quando não aguentei e disse toda verdade pra ela. Disse que ia sim, que todo aquele tempo, eu ia na igreja. Isso acarretou numa briga que nossa. Lembro-me de ter ficado no quarto morrendo de medo do que poderia acontecer. Mas enfim depois deste dia, não pude ir mais, não podia sair, havia perdido a confiança dos meus pais, tudo tinha se tornado mais dificil, eu chorava, me desesperava, foi um deserto pra mim. Vendo aquelas pessoas dizendo “Hoje tem culto, e eu vou”, como eu queria poder dizer aquilo, com consciência tranquila. Foi um momento doloroso pra mim. Durante todo este tempo, comecei a orar pela minha família, pela permissão de eu poder ir na igreja, ser livre de um certa forma. E assim foi por uns 9 meses, até que no final do ano passado, cheguei na minha mãe perguntei se eu podia ir, e ela pediu pra que eu falasse com meu tio, e falei, e ele me disse: “ Ângelo, ou você escolhe a católica ou evangélica.” Logicamente disse a evangélica. O que mais me intrigou, foi esta pergunta, mais enfim, eles deixaram. Mas chegou no outro domingo, eles não queriam deixar, cheguei a dizer pra Deus “Ah Pai, estava fácil demais pra se verdade.” Foi quando minha mãe chegou e falou pra eu encontrar um igreja de manha. Creio eu que ela havia dito aquilo, pensando que não teria culto de manhã. Mas sempre tem. Foi quando eu conheci a Fonte, outro dia eu explico como foi, mais é outro plano de Deus. E então comecei a frequentar a Fonte da Vida. Percebe? A mão de Deus? Achamos que o chão vai tremer, que vai cair fogo do céu, mas não, foi em apenas algumas palavras, autoridade, que o milagre aconteceu…insistência. E depois deste dia eles me deixaram ir, por enquanto eles me deixam ir só no domingo mas graças a Deus por isso. Eu frequentava a Metodista, mas hoje frequento a Fonte da Vida. Tal igreja, foi Deus que me levou até lá, tem sido uma escola pra mim. Na metodista foi onde aceitei a Jesus, e a Fonte é onde tenho aprendido dEle, sobre Ele, sobre seu Amor. Ainda sofro perseguição dos meus pais, das minha família e tal, já ouvi cada coisa. Mas quando você tem Jesus, cara isso pra você começa não mais fazer diferença, e te da mais alegria para servi-lo e segui-lo. Bom e La na igreja onde estou hoje, muitas coisas já aconteceram, e pra você ter uma ideia, a pastora da igreja onde frequento, descobri que ela é minha prima, somos da mesma família…outro dia eu conto como aconteceu isso kkkk. Enfim e sobre o homossexualismo e pornografia. Este ano determinei ter um relacionamento com Deus custe o que custar. E ele tem me ajudado muito em relação a isso, me livra sempre destas coisas. Já não faz mais diferença, o que eu quero agora e ser mais e mais do meu Deus. Andar sempre em Santidade, aprendendo com os tropeços, fazendo dos meus erros, provas. E assim vou seguindo com meu Jesus. A cada dia sendo restaurado pela Mão do Santo. A cada dia sendo moldado, e ficando do jeitinho que Ele quer! E creio que um dia toda minha família será salva, minhas irmãs, meu tios, primos! Minha família será um testemunho da Gloria dEle para todas as nações! Quando perdi meu pai e minha mãe percebi que nunca fiquei só, meu Pai Celestial sempre esteve comigo! Um Deus que nunca me abandonou, que sempre esteve ali do meu lado, mesmo sem eu saber! E você? Não se preocupe , continue. Esta difícil? Glorifique a Deus, pois Ele esta moldando sua fé. Vá em frente. Olha pra Ele acima das ondas. Eu não conheço você, mais eu conheço ao meu Deus, e sei muito bem que Ele não te deixa só nunca! Ele é contigo. A Graça de Deus esta sobre sua vida, e nada pode mudar isso! Enfim, este foi um resumo da minha vida com Deus, quando eu puder conto o resto. Pois é muita coisa, tem muitos acontecimentos onde Deus sempre esteve presente! Deus abençoe todos vocês! Resumindo, A MINHA VIDA É DO MESTRE!