Meu nome é Otávio Dantas Jr e eu tenho 24 anos, mas pode me chamar de Tavinho! Eu estudo moda na USP-SP e trabalho na linha de produção da Água de Coco. Segue aí minha história pra vocês, é nui.
PERSONALIDADE
Eu sou meio bobão, sabe? Sempre fazendo uma piada aqui, outra li, rindo de parada besta tipo peido ou arroto. Gosto de levar a vida numa boa, sem grande treta na cabeça ou complicação chata demais, tento não pensar demais nas paradas e aí fico meio inconsequente, mas não é por mal, saca? Eu queria mesmo era que geral levasse a vida de boa, sem rolo, mas é foda porque quando nego quer rolo, nego consegue rolo… Aquela história, até os mais de boa se estressam as vezes, né? E acho que comigo não é diferente, não! Se pá quando me cutucam muito, muito, eu acabo estourando um pouco e aí fica complicado de lidar.
Sou a favor de geral livre, seja amigo, namorada, família, cada um tem que fazer o que quiser fazer, saca? Ninguém é dono de ninguém, é o que eu acho. Então eu tento ser o mais zen, geral até me zoa de hippie e o caramba, mas eu nem me importo, contanto que esteja tudo de boas.
HISTÓRIA DE VIDA
Bom, bora pelo começo, né? Eu nasci no interior de São Paulo, numa cidadezinha chamada Guaraci, é longe pra caramba, até da capital, mesmo. Sou filho único e ficava indo de uma casa pra outra porque meus pais são separados, mas os dois casaram de novo e convivem numa boa! Eu vivi nesse ir e vir por bastante tempo, até que meu velho decidiu se mudar pra Niterói, lugar bem maneiro aqui no Rio… Mas isso você sabe, né não? Aí nessas eu morei com minha mãe, mas sempre visitava meu pai nas férias e descia pro Rio e aí ele me levava pra andar de skate, surfar, essas coisas que geral faz e aí, porra, eu me apaixonei pelo Rio. Falaí, quem não se apaixonaria pelo Rio? Eu tô ligado que existe essa treta entre Rio e São Paulo, mas mano… Parô né.
Aí eu era moleque ainda, tinha uns dezesseis anos quando comecei a encher a cabeça da minha mãe pra ir pro Rio e logico, né, ela não deixou… Disse que rolava só se eu passasse na faculdade por lá e aí ela deixava e pans. Aí neguinho teve que se esforçar, né? E porra, eu estudei pra caramba, porque meu pai falou que pagaria a faculdade e até um aluguelzinho no Rio mesmo, se eu passasse bem na faculdade, mano… Mano, eu não podia perder essa oportunidade, saca?
Eu demorei pra passar bem, precisei fazer uns cursinhos maneiros antes de conseguir uma bolsa de estudos parcial na PUC-RJ, pra estudar design de moda… Tô ligado que é estranho e eu não tenho muita cara de quem faz moda, mas streetwear é uma coisa que sempre me interessou, sabe? Eu sempre achei que nego fica bem mais atraente e respeitável se se vestir direitinho, mesmo que não tenha um estilo definido, saca? Umas roupas diferentes, uma coisa que chama atenção dos outros sem precisar chocar, num curto moda que choca, mas respeito, é o que eu acho mais maneiro.
Anfam… Eu passei na faculdade já tinha vinte anos, mas trabalhei durante esse meio tempo e tal, eu era atendente de telemarketing… O que foi foda porque eu fui xingado pra caralho nesse tempo, mas pelo menos num tinha cliente me vendo e dava pra eu estudar enquanto isso, aí eu me mudei pro Rio. Hoje em dia que me considero mais carioca do que paulista, o que me traz mil tiradas porque os cariocas não aceitam e os paulistas me zoam, mas nem ligo!
Apesar de ser apaixonado pelo Rio, eu consegui uma oportunidade de ir trabalhar na linha de produção da Água de Coco, mas pra isso eu ia precisar ir pra SP. Eu peguei uma transferência e pá e agora sou estudante da USP.
SEGREDINHOS
Otávio não gosta de comentar isso com ninguém e além de seus pais e seus respectivos cônjuges ninguém tem conhecimento do assalto violento que sofreu logo na primeira semana que chegou ao Rio de Janeiro. Em uma atitude impensada e impulsiva, ele acabou reagindo à abordagem de três moleques quando saia de um barzinho na madrugada e acabou apanhando fortemente, com socos e chutes, perdendo a carteira e o celular além de machucar-se demais. Gosta de se fazer de forte, mas desenvolveu um pavor por esse tipo de coisa e até mesmo quando assiste notícias no jornal nacional sente o coração palpitar e não sabe lidar direito com esse medo. Quando exposto à brigas e violências, mesmo que de bêbados em bar, precisa se afastar pelo pavor que o toma.
Além disso, também esconde que é bem chorão, evitando mais chacotas ainda, considerado o fato de que ele é baixinho e traz zoações inúmeras.