O dia em branco
Aperitivo de uma vida sem passado, O primeiro dia sem correntes. Sobremesa ineditamente doce, O último dia sem mentes.
Não há fardo contaminante, Ou linha determinante. Foi-se a proteção por sufocamento.
O que há é um manto de aconchego, Que protege cada um sem sofrimento. Um peso que dá leveza à alma.
Porém, quando o deslumbre acabar, Mesmo o mais doce suspiro na vida, Conseguirá suportar a pressão, Da sujeira de milhares de dias?








