O termo, mais especificamente literário, é alemão, sendo tipicamente composto pela aglutinação das palavras que, traduzidas, significam “formação” e “romance”, respectivamente. Beeem, isso quer dizer que esse tipo de romance traz uma personagem ao longo de sua vida, de sua trajetória, contando-nos os caminhos, os rumos que construíram exatamente a essência daquela personagem, ou seja, todos os fatores, circunstância, acontecimentos, vivências etc. etc. que esse personagem levou para ser quem é. Enfim, e isso quer dizer que esse é um termo, uma paixão, uma experiência de vida e literária que eu carrego comigo: de que a formação de quem somos, além de nunca acabar (apesar de chegar a um ápice), de quem fomos, de quem viremos e deixaremos de ser, percorre um caminho complexo, pontuado por infinitas circunstâncias (de tempo, espaço, lugar, pessoas, condições etc. etc. etc.)... São reticências e mais reticências, somos mesmo imperfeitos (que vem de imperfeição, isto é, inacabados).
Um dia tentei fazer um Tunblr, lá com meus 17-18, não rolou. Voltei por acaso, por uma dessas circunstâncias da vida; uma querida aluna precisa de um incentivo para escrever, ao mesmo tempo, ela mesma me deu esse incentivo, e voltei cheia de vontade de escrever. Não me importo muito se muitas pessoas chegarão a ler. Eu escrevo, porque existo, e existo, porque escrevo! É a afirmação do sujeito, e, bem, o Facebook já não me dá mais esse espaço.