Paguei alguns tostões por The Vangrant numa dessas muitas promoções que a jogatina digital oferece mas mesmo assim paguei com um pé atrás. A protagonista usando bikini, luvas e botas, com longos cabelos loiros e seios que apenas a ciência cirurgica consegue providenciar me deixou ressabiado. Se Nier Automata pode, porque eles não poderiam? Bom, ser de uma desenvolvedora minuscula e uma produtora que faz date simulators e visual novels reforçou o temor da apelação onanista. Como as resenhas não falavam sobre conteúdo apelativo e eram majoritariamente positivas, peguei. Era mais barato que um salgado com refresco, e se eu posso arriscar a indigestão comendo besteira por aí, posso arriscar indigestão jogando besteira em casa onde o banheiro é logo do lado.
Claro que ter um visual emulado descaradamente chupado da Vanillaware também ajudou. Era Odin Sphere sem dinheiro, mas parecia ter sido feito com carinho e dedicação que só mão de obra escrava asiática é capaz de prover. É tudo muito parecido com sua matriz de maior qualidade: exploração, sistema de comidinhas para pegar uns bônus, uma renha de itens e inventory managment, combate beat´m up em plano bidimensional... Adiciona uma arvore de upgrades e tem um jogo honesto e funcional.
O problema aparece só no finzinho quando depois de acumular poçoes de energia e pegar a habilidade de girar igual pião o combate vira dar um só ataque e ficar enchendo a energia e a vida. Moeção sem estratégia. Não é culpa minha, os últimos chefes jogam sujo, então eu jogo sujo também. Infelizmente ficou chato. Mas como é só bem no fim não prejudica muito a experiência. A história é passavel. Novela japonesa, magos-deuses, linhagens escolhidas, vingança e redenção, o de sempre. Durou 10 horas pegando praticamento tudo e mesmo sendo divertido deixou um gosto meio desbotado. Salgado de rodoviária que não te faz passar mal para mim é a descrição do sucesso.