Eu sou a filha do meio, fui, igual aos meus irmãos, abandonada por nossa mãe, e também a perdoamos por isso, pois, ser criada por meus avós poderia ser a melhor coisa que poderia ter acontecido com a gente, todo amor dedicação e proteção que eles nos deram, não poderia ter sido melhor se fosse pelos nossos pais, eles não se amavam e não conseguiam nos amar também, então recebemos todo amor do mundo que meus avós podiam nos dar...
Meu coração foi partido pela primeira vez aos meus 6 anos de idade. E foi o que mais doeu, o abandono. Este, que talvez se não tivesse existido, eu não teria abandonado tantas pessoas boas em minha vida, por medo de elas fazerem isso comigo primeiro.
Aos 16 anos dei meu primeiro beijo naquele que foi meu primeiro namorado , e alguns anos depois foi quem roubou minha pureza e morreu por isso. Meu coração foi partido pela segunda vez, junto com ele minha sanidade, meu corpo e minha alma, deixando em mim agora, uma vida, e a vontade de morrer. Agora, eu nem sequer deixava alguém se aproximar, não queria amar, não queria ter que esquecer mais alguém, não queria ter que esperar a cicatrização de nenhuma ferida de novo, construí minhas muralhas, me tornei não uma princesa, não uma rainha, mas o próprio castelo, onde eu era os soldados, as armaduras, as flechas, as espadas, e fiz de mim uma guerra.
Agora sem paz, não poderia oferecer nada de bom a alguém, e assim, posso viver com a honra de morrer sem matar ninguém.