I love you... Bonito.
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I love you... Bonito.
Outros outubros virão. Outras manhãs plenas de sol e de luz. O dia em que o amor se fez (de) presente.
É tudo saudade. Quando me vejo envolto de tudo e tanto do fazer cotidiano, das demandas do dia, dos fazeres que estão por vir, surge, de súbito e cheia de afeto, a imagem dele - revigoradora. Sei que está comigo e sigo. Sinto saudade e espero pelo momento de revê-lo. Imprimo no querer que todos os dias de reencontro sejam felizes, como espero compreensão do sol para que nos dê a noite, sutil e modesta em sua relação com o tempo, para que possamos experimentar, num movimento apenas de nós, um tanto de eternidade.
À noite (Tonight) Álbum: Elis Regina (1963)
À noite, amor, vou ver o meu amor A lua há de brilhar pra nós dois À noite, amor, vou ver o meu amor E pra nós as estrela virão
E o sol que sabe que eu espero Que só a noite eu quero Compreende e já se vai
Oh, Deus, fazei, Fazei que a noite seja, Sem fim pra mim
Garoto último tipo - broto sensação.
Era 07 de Outubro de 2015. Eu o vi: um tal brotinho que o meu coração foi logo conquistando - e eu não disse não. Fala provida, charla discreta, ele veio sorridente com sua escolta, sentou ao meu lado, falou do espaço conhecido, da vida que teve naquele lugar, da vida que estava a ter n'outro lugar, que queria voltar. Era noite com ares chuvosos e quase não dava para ter por vista a persuasão natural do cenário que passou a ser nosso. Saiu pra rua, trânsito parou. Na verdade, nem lembro de todo como o mundo mantinha sua soberania planetária. Eram passos ao lado dele, era o impulso ainda controlado, era a mão desajeitada que segurou sua mão e, exatamente nesse frêmito de tempo de uma dança a dois quando o casal se encontra face a face, eu o beijei. Ele me beijou. Era, definitivamente, uma dança a dois. Que garotinho... mas que tipão! E roubou o meu coração! Era 07 de Outubro de 2015. Eu já o quis.