PACIENTE 63
O Spotify criou a radionovela, risos. Eles chamam de "áudiosérie". Porque sonhei que pegava Seu Jorge no mês passado, comecei a ouvi-lo e, talvez por isso, hoje acordei com o outdoor na tela, ao abrir o Spotify: Paciente 63.
Seu Jorge é Pedro, um paciente psiquiátrico que afirma ter vindo do futuro, do ano de 2062, obviamente para salvar o mundo (a história, no momento, se passa em outubro de 2022). O enredo não é diferentão, cinema e literatura já exploraram bastante as teorias distópicas - a trilogia De volta para o futuro é bastante citada. E, mesmo assim, a série te prende, você não consegue parar de ouvir até chegar naquele final com direito a plot twist.
Pedro narra sua curiosa história para Elisa, interpretada por Mel Lisboa, a terapeuta. Ao longo de dez episódios com cerca de quinze minutos cada, Pedro precisa explicar e convencer Elisa de sua missão.
Adorei o formato de "áudiosérie", porque ouvi metade no caminho para o trabalho. Aproveitando que foi uma manhã sem atendimentos, ouvi aqui também. A série é uma produção original, inspirada numa narrativa espanhola. Sim, parece com qualquer creepypasta - e por isso me interessei por continuar ouvindo. Você até lamenta quando acaba.
Vale à pena não só pela história, que muito se aproxima da nossa realidade: o futuro, segundo Pedro, nos apresenta a geração "entre pandemias", as redes sociais e os dados digitais não mais existem e a colonização em Marte é fato. Paciente 63 transmite angústia e aflição, porque tudo é muito convincente e atual, cientificamente falando, também fazendo com que você questione o lado aparentemente saudável dessa conversa.
E a voz do Seu Jorge é muito, MUITO sexy (e ele nem está cantando).












