Embora ele não fosse obeso, suas calças ficavam apertadas na cintura, e ele parecia uma grávida de três meses. Eu não queria ter nada a ver com aquilo. Estava envergonhado por sua figura, e o evitei depois do jogo. Não tenho orgulho de mim por isso, mas eu era assim.
As coisas se deterioraram. No último ano, minha revolta chegou a ápice. Minhas notas foram piorando por dois ano, mais por preguiça e queda de atenção do que por falta de inteligência (eu gosto de pensar), e mais de uma vez meu pai me pegou entrando em casa tarde da noite com hálito de bebida. Fui escoltado pela polícia até em casa depois de ser pego em uma festa onde havia drogas e bebidas. Quando meu pai quis me proibir de sair, tive um ataque de ira, o mandei não se meter na minha vida e passei duas semanas na casa de um amigo. Ele não disse nada no meu retorno; em vez disso, ovos mexidos, torradas e bacon estavam sobre a mesa pela manhã, como de costume. Passei raspando em todas as matérias e suspeito que a escola tenha me deixado eu me formar apenas para se livrar de mim. Sei que meu pai estava preocupado, e ás vezes, á sua maneira tímida, ele abordava o assunto faculdade, mas eu já tinha decido não ir. Queria um emprego, queria um carro, queria as coisas materiais sem as quais havia vivido dezoito anos.
Não mencionei nada disso para ele até o verão depois da formatura, mas, quando ele percebeu que de fato eu não tinha me inscrito para nenhuma faculdade, trancou-se em seu escritório pelo resto da noite e não disse nada durante o café com ovos e bacon na manhã seguinte. Mais tarde, naquela noite, ele tentou me envolver em outra discussão sobre moedas, como que tentando recuperar o companheirismo que havia entra nós.
"Lembra quando fomos para Atlanta e você encontrou o níquel búfalo que procurávamos há anos?", ele começou. "Aquela viagem em que tiramos a foto? Nunca vou esquecer como você estava animado. Lembrei de mim e meu pai."
Balancei a cabeça, toda a frustração da vida com o meu pai vindo á tona. "Estou farto de ouvir falar sobre moedas!", gritei. "Nunca mais quero ouvir falar disso! Você deveria vender a maldita coleção e fazer outra coisa. Qualquer outra coisa."