Duas projeções seguidas em 28/11/16
O mais importante para mim aqui é o fato de ter conseguido realizar duas projeções, uma logo após a outra. E isto nunca havia acontecido comigo antes. Por isso, focarei neste ponto. Mas, falarei brevemente sobre a experiência completa também.
QUAL ERA A SITUAÇÃO?
Foi logo pela manhã, por volta das 6:30h. Outra novidade, já que, no meu caso, elas sempre ocorreram durante a noite. Minha namorada tinha acordado mais cedo que eu e se levantou. Eu fiquei na cama. Percebi que ela havia saído e aproveitei para me espalhar no colchão, usando todo o espaço livre que ela tinha deixado. :P
Já faz um tempo que tenho percebido o sono ficar mais gostoso no momento em que a pessoa ao seu lado sai de perto de você. Não que ela seja uma má companhia. Nada disso! Minha ideia é a de que, ao sair, cessa a existência daquele acoplamento áurico tão comentado pelas pessoas que estudam projeção. De alguma forma isso deixa sua energia mais “tranquila” e, por consequência, mais propícia à uma saída do corpo.
Mais um ponto curioso: eu estava novamente naquele apartamento em São Paulo e dormindo de barriga para baixo. Teoricamente, este lugar e esta posição deveriam dificultar a projeção. Contudo, ela ocorreu.
PRIMEIRA SAÍDA
Enquanto dormia, comecei a sentir um leve balançar que supus se tratar do corpo astral se movendo. Acho que meus treinos e tentativas de saída acabaram me deixando mais sensível à estes balanços. Percebendo o que acontecia, resolvi tentar usar isso para realizar a projeção.
O balanço ocorria na vertical e não era como um EV. Era como se eu estivesse fazendo flexões na cama, tipo o desenho acima. Então, tentei aos poucos aumentar o impulso que este balanço me dava, de forma a me jogar cada vez mais para trás e acabar me deslocando por completo. E, para minha surpresa, isso funcionou!
O QUE ACONTECEU QUANDO SAÍ DA PRIMEIRA VEZ?
É interessante que, quando saímos do corpo e conseguimos manter alguma consciência, nós nos lembramos das coisas que planejamos fazer enquanto estávamos acordados. Por exemplo, tenho tentado muito aumentar a clareza com que a experiência ocorre, me preocupando menos em sair por aí voando e focando mais em ter uma projeção completamente lúcida, sabe? Depois do pico de lucidez completa que comentei no último relato, estou vendo se consigo tornar aquilo padrão. Então, durante o dia, digo a mim mesmo que, se sair, vou buscar isso com força. Me parece que esta mentalização realmente ajuda.
Tendo isso em mente, logo que saí e me vi levitando, minha maior preocupação foi arregalar os olhos, buscando enxergar da melhor forma possível, mesmo estando ainda próximo ao corpo.
Porém, mesmo vendo as coisas com certa clareza, não estava tendo sucesso em alcançar o padrão que queria. Com medo de perder a projeção ali, resolvi me afastar e ir até a sala.
Longe do corpo, a lucidez aumentou um pouco e me apressei em usar isso para examinar o ambiente ao redor de forma que pudesse saber exatamente onde estava. Via os móveis e me pareciam condizentes com os do apartamento em que eu me encontrava. Mas, ainda assim, o lugar não era exatamente igual. Será que isso, mais uma vez, foi uma questão de falha na rememoração durante o retorno ao físico? Não sei...
Outra coisa que quero destacar é que o ambiente estava claro. Parecia realmente que era dia, diferente até mesmo de meu último relato aqui em que o lugar estava iluminado por alguma lâmpada acesa. Ou seja, condiz com o horário em que a projeção ocorreu.
E aí, veio o mais legal de tudo. Mais uma vez cheguei perto de uma porta. Logo lembrei da minha experiência anterior e, justamente por ter sido um ponto de dúvidas naquela ocasião, fiz força para enxergar bem e poder testar aquilo novamente. Eu toquei a maçaneta da porta e era sólida. Era uma porta mesmo e o fato de conseguir tocar as coisas e sentir isto no tato me ajudou na comprovação de tudo o que via. Cheguei a tocar também no encosto de uma das cadeiras da mesa de jantar e isto me levou à seguinte conclusão: TOQUE NAS COISAS! Isso somado ao que você vê e ouve ajuda a despertar a lucidez, pois diz de forma mais completa ao seu cérebro que aquilo ali é verdadeiro e real.
De repente, a imagem começou a sumir e senti como se a coisa toda fosse terminar ali. Pensei: “Não! Não pode acabar agora!”. Mas, voltei ao corpo.
SEGUNDA SAÍDA
Logo que voltei ao corpo, percebi que não tinha “acordado completamente”. O que eu quero dizer é que, mesmo voltando e estando consciente de que havia acabado de ter uma projeção, ainda conseguia sentir a energia se balançando levemente. Não sei explicar direito, mas era como se algo ainda estivesse “solto”. Então, sem nem mesmo abrir os olhos, pensei: “Será que consigo fazer a mesma coisa e sair de novo?”. Resolvi tentar.
Comecei novamente a fazer aquele movimento de flexão que me dava a impressão de o corpo astral estar se afastando com o impulso. Mas, desta vez senti maior dificuldade. Por isso, tentei mover as mãos de maneira que eu pudesse usá-las para me empurrar para trás, mesmo achando que isto poderia acabar me fazendo mexer as mãos no corpo físico e acordar, perdendo a experiência.
Porém, moveu-se apenas o corpo astral. Usei as mão para dar o impulso que queria e saí novamente. Foram necessários 2 empurrões para conseguir me soltar dali. Lembro de ver minhas mãos no colchão enquanto fazia isso. Era tudo muito sólido, e insisto nesta palavra talvez por falta de uma outra que defina melhor a vivacidade do que acontecia. É algo completamente diferente de um sonho! E você que já passou por isso sabe do que estou falando.
Apesar de ter saído esta segunda vez, ela não foi tão produtiva quanto a primeira. Lembrei que minha namorada estava acordada e tentei procurá-la seguindo até a sala para, talvez, comprovar algo ou realizar algum teste qualquer. Mas, não tive sucesso. A Visão ficou turva e não consegui boa lucidez. Acabei voltando ao corpo e não consegui sair novamente.
CONCLUSÃO
Na noite anterior, minha namorada havia aplicado Reiki em mim, pouco antes de dormir. Talvez isto possa ter favorecido a projeção da manhã seguinte.
Também antes de dormir, fiz a técnica energética de sempre. Mas, antes disso, havia “conversado” um pouco com os possíveis amigos espirituais ou mentores próximos sobre as experiências que venho tendo, pedindo orientação, etc. Nunca ouço nem vejo ninguém. É apenas um momento pessoal em que converso mentalmente sobre assuntos pessoais e imagino que, talvez, algum espírito auxiliador possa estar ouvindo. Isto pode ter ajudado.
Muito a aprender ainda...