[ guard ] one muse puts their arm around the other’s shoulder to make them feel protected. @parkitae
Reyhan não sabia o que raios Volkan tanto via naqueles filmes de terror, até porque o garotinho era novo demais para assisti-los; mas por algum motivo, não apenas o jovenzinho se interessava, como também não sentia o menor medo. Poderiam argumentar que Rey era uma péssima mãe por deixar a criança de seis anos de idade assistindo Invocação do Mal, mas verdade fosse dita, aquela era a melhor forma de conseguir com que o pequeno Durmaz caísse no sono rapidamente. O problema? Ao mesmo tempo em que Reyhan tinha um tremendo medo daquele tipo de mídia, também era extremamente curiosa e não conseguia simplesmente parar um filme pela metade. Quando sozinha, era um trabalho bem difícil, mas naquele momento tinha Kitae a seu lado e sua presença vinha muitíssimo a calhar quando ela fechava os olhos e pedia que ele fizesse todo o trabalho de situar a turca no que estava acontecendo. O pobre rapaz talvez não tivesse planejado gastar sua noite daquela maneira quando o rapaz simplesmente apareceu para devolver seu porquinho Cat que escapou e invadiu a casa vizinha, mas depois de insistir em fazer um chá e recebê-lo em casa um pouco, as coisas desenrolaram daquela forma. E Volkan era um garotinho muito educado, mas Rey estava tão cansada que não dispensaria uma facilidade como a que os filmes assustadores traziam ao sono alheio — pois se precisasse passar mais uma noite acordada ouvindo o menino falar sobre os poderes de todos os pokemóns, perderia a cabeça. Agora o menino dormia esticado no sofá maior, enquanto Reyhan e o policial se sentavam na poltrona de dois lugares que ficava ainda mais apertada conforme a loira se movimentava, tensa, e se encolhia perto dele. “NÃO DA PRA OLHAR” Sufocou o tom alto, para não acordar o filho, e tampou os olhos pela centésima vez antes de esconder o rosto no ombro do mais velho, que por sua vez passou o braço em torno da figura feminina como quem buscava acalma-la. “E aí? O que tá acontecendo? Era a bruxa possuindo ela?” Sussurrou, sem se mover, agora que os braços alheios pareciam a única coisa capaz de salvá-la dos demônios da tela da TV.









