Cosmic Funnies
trying on a metaphor

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Xuebing Du

tannertan36
styofa doing anything
Cosimo Galluzzi
we're not kids anymore.

祝日 / Permanent Vacation

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Misplaced Lens Cap

@theartofmadeline
Sweet Seals For You, Always

★
NASA
Jules of Nature
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year

❣ Chile in a Photography ❣
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Stranger Things

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@barbiedailha
[ intrude ] one muse walks in on the other while they’re treating their own wound. @hansvl
Mais alguns minutos e poderia finalmente ir para casa. Aquele não era seu bico preferido, mas não podia dizer não quando a pequena doceria pedia por sua ajuda pra cobrir algum funcionário vez ou outra — além de pagar bem, era bom manter o contato. Nunca sabia quando dependeria daquilo! Mas era cansativo, terminava tarde, e o local… bem, não era dos melhores naquele horário. O movimento já havia se encerrado e portanto Reyhan apenas terminava de limpar o lugar, erguendo as mesas e organizando todo o espaço. Mas foi ao atravessar a porta dos fundos para jogar o lixo fora que se deparou com a cena inesperada. O rapaz estava… péssimo. A iluminação dificultava tudo, mas podia ver o brilho metálico do sangue enquanto ele se escorava na parede, tentando amarrar o braço de algum modo; e Rey percebeu que a maior parte do sangue vinha de algum ferimento ali. “Minha nossa. O que aconteceu com você?” A voz não era tão elevada, porque estavam apenas os dois e o silêncio daquele horário da noite os permitia ouvir muito bem um ao outro — inclusive a tosse cansada do mais velho. Preocupada e um tanto assustada ao vê-lo naquelas condições, a Durmaz não pensou duas vezes antes de se aproximar e averiguar brevemente a situação. “Você está terrível. Espera, venha aqui” Sem pedir ou avisar, ou mesmo dar chance para que o homem recusasse a ajuda que sequer havia sido solicitada, a loira passou o braço em torno do corpo masculino e caminhou com ele apoiado em si (com dificuldade, diga-se de passagem, já que a garota não era tão forte assim). “Cuidado. Calma.” Ia murmurando a cada passo, conforme se aproximavam da loja, a iluminação do lado de dentro a permitia ver melhor a situação péssima do rapaz. Finalmente do lado de dentro, ela imediatamente o levou até uma cadeira que havia ali, para que o homem se sentasse. Nem notou que toda sua roupa havia sido manchada pelo sangue que havia no corpo alheio. “Você tá bem? Tá me ouvindo? Tá tonto? O que aconteceu? Quem fez isso? Te atacaram? Quer que eu chame a polícia? Onde está doendo? Você está sangrando muito. Ok, calma. Vai ficar tudo bem, vou te ajudar. É. Eu já fui assistente de enfermagem. Sei o que fazer. Bom, é, mais ou menos. Mas vai dar certo.”
[ guard ] one muse puts their arm around the other’s shoulder to make them feel protected. @parkitae
Reyhan não sabia o que raios Volkan tanto via naqueles filmes de terror, até porque o garotinho era novo demais para assisti-los; mas por algum motivo, não apenas o jovenzinho se interessava, como também não sentia o menor medo. Poderiam argumentar que Rey era uma péssima mãe por deixar a criança de seis anos de idade assistindo Invocação do Mal, mas verdade fosse dita, aquela era a melhor forma de conseguir com que o pequeno Durmaz caísse no sono rapidamente. O problema? Ao mesmo tempo em que Reyhan tinha um tremendo medo daquele tipo de mídia, também era extremamente curiosa e não conseguia simplesmente parar um filme pela metade. Quando sozinha, era um trabalho bem difícil, mas naquele momento tinha Kitae a seu lado e sua presença vinha muitíssimo a calhar quando ela fechava os olhos e pedia que ele fizesse todo o trabalho de situar a turca no que estava acontecendo. O pobre rapaz talvez não tivesse planejado gastar sua noite daquela maneira quando o rapaz simplesmente apareceu para devolver seu porquinho Cat que escapou e invadiu a casa vizinha, mas depois de insistir em fazer um chá e recebê-lo em casa um pouco, as coisas desenrolaram daquela forma. E Volkan era um garotinho muito educado, mas Rey estava tão cansada que não dispensaria uma facilidade como a que os filmes assustadores traziam ao sono alheio — pois se precisasse passar mais uma noite acordada ouvindo o menino falar sobre os poderes de todos os pokemóns, perderia a cabeça. Agora o menino dormia esticado no sofá maior, enquanto Reyhan e o policial se sentavam na poltrona de dois lugares que ficava ainda mais apertada conforme a loira se movimentava, tensa, e se encolhia perto dele. “NÃO DA PRA OLHAR” Sufocou o tom alto, para não acordar o filho, e tampou os olhos pela centésima vez antes de esconder o rosto no ombro do mais velho, que por sua vez passou o braço em torno da figura feminina como quem buscava acalma-la. “E aí? O que tá acontecendo? Era a bruxa possuindo ela?” Sussurrou, sem se mover, agora que os braços alheios pareciam a única coisa capaz de salvá-la dos demônios da tela da TV.
sms to @anthonymendez
[11 missed calls]
📲: TONY
📲: SOS
📲: EMERGÊNCIA
📲: SÉRIO
📲: sério mesmo é uma emergência
📲: [mensagem de voz, 00:10s]
📲: tony eu preciso falar com você por favor o fish subiu na árvore de novo só que ele não tá conseguindo descer porque ele se assustou com um barulho mas eu to com medo dele cair
📲: E o que eu tenho a ver com isso?
📲: Você não deveria estar chamando os bombeiros?
📲: E agora estou no meu almoço.
[5 minutos depois]
📲: Tá. Olha, já estou indo
📲: 🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰
📲: você é maravilhoso prometo que vou te fazer algo bem gostoso pra comer pra recompensar ok
[ 8 minutos depois ]
📲: O FISH PULOU PRA OUTRA ÁRVORE MAIS ALTA E AGORA
📲: ELE VAI SE MACHUCAR VEM RÁPIDO POR FAVOR
starter to @silasandman
Há muito Reyhan estava acostumada a se desdobrar em mais de um emprego, e portanto a rotina corrida já lhe era normal. Não que ficasse tão mais fácil acordar super cedo, dormir super tarde — mas Volkan já tinha lhe ensinado aquela arte de ter um sono completamente instável e ainda sim sobreviver durante o dia. E café também ajudava!! Por isso ela já finalizava o seu terceiro copo da bebida energética antes das nove horas, enquanto terminava de organizar as coisas do café da manhã em uma bandeja. Verdade fosse dita, Rey era uma ótima assistente. Apenas tivera oportunidades de trabalhar cobrindo períodos de férias ou licença, sempre temporária, mas fazendo constantemente um bom trabalho. Afinal, podia ter um jeito um tanto quanto excêntrico e agitado demais, mas era organizada e conseguia pensar em várias coisas ao mesmo tempo. Superpoder de mãe, talvez. Por isso terminava de colocar na mesa os alimentos conforme a lista mental (e a sua agenda) lhe recordava: torradas, geleia, suco de laranja, chá, queijos. Depois de preparar tudo, colocou nos ombros o terno que havia buscado mais cedo na lavanderia, subindo as escadas com cuidado na direção do quarto — tentando não tropeçar nos saltos. Ah, sim, com aquilo ali ela ainda tinha dificuldade. A porta estava entreaberta e a loira entrou com cautela, relaxando ao ver que estava vazio. Ótimo! Deixaria a roupa ali e sairia. Assim que pendurou o terno, porém, ouviu alguém atrás de si pigarrear. Virou-se na direção do som para ver Doutor Silas… de toalha? “Ai Meu Deus” A garota cobriu os olhos, sem graça. “Desculpe. Eu só… eu vim trazer o seu terno. E dizer que o café da manhã está pronto.” Ela até tirou a mão do rosto, mas encarou a parede ao invés do corpo parcialmente exposto do outro. “Péssimo jeito de me apresentar, eu sei. Mas sou Reyhan, a nova assistente. Bom, acho que isso ficou meio óbvio. Não se preocupe, eu já recebi todas as instruções! Peguei sua roupa na lavanderia hoje cedo, preparei tudo para sua refeição, organizei sua agenda. Ah! Dois pacientes ligaram pedindo para remarcar as sessões, eu encontrei novos horários mas mantive o final da sua tarde de sexta livre, para que possa se preparar para aquele seminário. Inclusive, já alinhei tudo com a universidade, eles me passaram a ordem das apresentações e assim que tiver tempo repasso com o senhor. Acho melhor falar disso depois né? Vou deixar o senhor se trocar, desculpe de novo. Eu… hm… eu vou olhar pra você agora, pro seu rosto, só pra saber se eu tô demitida” Rey finalmente olhou para o novo chefe, que não parecia tão irritado quanto ela poderia esperar. “Sei que o senhor as vezes usa um aparelho para se comunicar, assim, mas eu também encontrei um aplicativo que traduz as… pera aí” Pediu, pegando o celular e digitando algumas coisas. Em seguida, fez alguns sinais de ASL. ‘Achei um aplicativo que traduz inglês para ASL. É bem legal, vou tentar aprender…’ Ela parou no meio, franzindo o cenho. “Ok, esse aqui é difícil.” Murmurou, fazendo um sinal um pouco diferente do correto. ‘…para que eu possa te entender mesmo quando você estiver sem o aparelho’ Continuou, e então virou o celular para o homem, animada, a fim de mostrar o aplicativo que a auxiliava.
sms to @anthonymendez
[11 missed calls]
📲: TONY
📲: SOS
📲: EMERGÊNCIA
📲: SÉRIO
📲: sério mesmo é uma emergência
📲: [mensagem de voz, 00:10s]
📲: tony eu preciso falar com você por favor o fish subiu na árvore de novo só que ele não tá conseguindo descer porque ele se assustou com um barulho mas eu to com medo dele cair
childdofthunder:
Que @barbiedailha estivesse em sua casa, já era problema o suficiente. Que estivesse no chuveiro de seu banheiro, mais ainda. Que ele estivesse com um problema nos dois outro chuveiros da casa.... É, bastava de problemas. Com a toalha amarrada na cintura, afinal, estava em seu lar, Hector bateu na porta do banheiro novamente. Não iria cometer o errado duas vezes, ele não era tarado. "— Ei, eu sei que você se assustou comigo entrando aí, e não, não vou entrar, só queria avisar que acho melhor você se trocar aí dentro, porque eu vou ter que tomar banho aí e..." O som do disjuntor parava. E de repente tinha ficado cego, pois a luz da casa desaparecía enquanto um trovão soava. "— Puta merda..." Sussurrou baixinho, a testa encostando na porta em um suspiro, se alertando quando escutou algo caindo, batendo na porta mais uma vez. "— Rey? Rey, você está bem? Posso entrar? Juro que não vou te olhar, eu nem tô enxergando." Ok, talvez isso fosse uma mentira.
Volkan estava com seus pais e, no início da noite, tudo estava sob controle. Encontrar o velho amigo havia sido uma ideia aparentemente boa, mas o universo estava contra eles. Mal conseguiram deixar a casa do rapaz, pois a chuva começou tão forte que deixo ambos encharcados. Depois, houve o pequeno incidente no chuveiro, que tinha mais a ver com a desatenção de Hector que com o universo em si. Agora, após se recuperar do enorme susto, Reyhan terminava de se lavar quando a voz do Bartosz soou novamente através da porta. “O que?” Perguntou, já que o som do chuveiro e da chuva tornava quase impossível que escutasse o que o rapaz tinha a dizer. A garota gritou, assustada, assim que o trovão ressoou e a luz acabou. Movimentou-se tão rápido que derrubou vários produtos no chão, fazendo mais um barulho alto e tendo o coração acelerado outra vez. “HECTOR” Chamou, antes de desligar a água que havia ficado gelada. Tateou o box em busca da toalha, até notar que... não estava lá Havia esquecido!! Que droga. Abriu a porta de vidro, caminhando devagar enquanto tateava o espaço para não cair. “Eu to aqui. Eu to bem. Mas... mas tá escuro, to com medo. Digo, eu to... tensa” Era adulta, oras! Não podia ter medo de escuro. Certo? “Preocupada. Isso. E... eu to sem toalha. E tá escuro. E tem espuma no meu cabelo. O que a gente faz? Eu... eu abro a porta? Você tem que prometer não olhar”
STARTER ABERTO.
“Eu sei, eu sei. Ultimamente há muitas fofocas envolvendo meu nome…” Park não deveria ter parado bem no meio de sua rota, mas uma criança implorando pelo gato que estava na árvore fez com que parasse para ajudar. Fora rápido, mas então assim que entrou no carro e tentou ligá-lo novamente, simplesmente não funcionava. Há quanto tempo as viaturas não passavam por uma revisão? Certamente deveria reclamar com o prefeito! Seja como fosse, agora estava em uma pequena praça, falando com alguns pombos para os quais jogava pequenos pedaços de pão. “Minha esposa me abandonou há algumas semanas e todo mundo parece procurar um porquê, mas não existe.” Falava com os animais como se eles pudessem entendê-lo. A verdade era que estava de saco cheio de todas as conjecturas a respeito de sua vida privada. “Não sei se me largou por um cara mais novo, por um mais rico ou por outra mulher. O importante é que hoje recebi os papéis do divórcio.” Havia certo orgulho em sua voz, uma felicidade que não deveria caber a nenhum homem abandonado, porém Kitae não era como qualquer um e sabia muito bem que amor jamais fizera parte de seu matrimônio. Sentia-se feliz pela esposa que possivelmente estaria mais satisfeita agora e por si mesmo, livre para perseguir o que quer (ou quem) quisesse.
Reyhan agachou para amarrar o cadarço do tênis de Volkan, segundos antes de ouvir a voz de alguém ali por perto. Com a tarefa simples que exigia pouco foco seu, a atenção acabou recaindo aos dizeres do homem desconhecido, e foi inevitável ouvir e absorver cada palavra. Sem elevar muito a voz, terminou de ajustar as vestes do filho. “Pode ir lá no parquinho, meu amor. Mas já sabe né? Fica perto onde a mamãe te vê” A fala era quase um sussurro, porque não quis interromper ou constranger o homem que parecia desabafar. Tão logo a criança se afastou, Rey se levantou e devagar caminhou até o rapaz, observando sua figura. “Bom saber que eu não sou a única que fala com os animais.” Falou, finalmente, com um sorriso simpático ao se aproximar dele. Encarou as pombas um tempinho, antes de se inclinar na direção dele. “Uma pena que eles não respondam. Mas, sabe, acho que se pudessem, diriam que às vezes as pessoas saem da nossa vida por um bom motivo. Mesmo que no começo seja meio doloroso.” A ideia de não deixá-lo perceber que ela tinha escutado a conversa acabou ficando de lado, já que não resistiu em comentar. “E diriam também que o motivo, ou a falta dele, só diz respeito a você e ela. Para não se preocupar com fofocas.”
STARTER CALL da Barbiezinha
escolha um prompt + char
[ contact ] one muse touches the other’s arm in a sympathetic gesture.
[ attention ] one muse puts their index finger underneath the other’s chin to hold their attention.
[ direct ] one muse holds the other’s jaws in their hand for their attention or to redirect their gaze.
[ guard ] one muse puts their arm around the other’s shoulder to make them feel protected. @parkitae
[ claim ] one muse puts their arm around the other’s waist in a possessive manner.
[ comfort ] one muse pulls the other to their chest to hug them after a dangerous moment.
[ seeking ] one muse embraces the other after feeling scared/upset.
[ rest ] one muse comes and sits in the others lap.
[ intrude ] one muse walks in on the other while they’re treating their own wound.
[ tiles ] one muse finds the other sitting on the floor and joins them.
[ insist ] one muse keeps a firm hold on the other and gives an expression to indicate they want them to open up/tell the truth.
[ subdue ] one muse places their hand on the other’s forearm to try and calm them so they don’t lash out at a third party.
[ inspect ] for one muse to take hold of the other’s face while inspecting a bruise or cut.
[ caress ] one muse kisses the other’s cheek as a gesture of gratitude.
[ mirror ] one muse has the other hold a hand to their chest so they can mirror breathing to calm them down.
❝ can you use your mouth again? i really liked that. ❞ @frederickbalthasar
Duas pequenas batidas no quarto e Reyhan abriu a porta devagar, acendendo apenas a luz mais fraca do local para não incomodar os olhos do rapaz. Com cuidado, entrou com a bandeja em mãos, caminhando até a cama onde ele deitava. Não precisaria ser qualquer gênio para saber certas coisas sobre Balthasar, muito embora ele aparentasse tão impenetrável. Na verdade, algumas coisas se tornavam óbvias justamente pela forma que ele tinha muros tão fortes erguidos ao redor de si. Depois de apoiar a bandeja com a sopa quente na mesa de cabeceira, sentou-se ao lado do corpo masculino que seguia deitado, embaixo do edredom que cobria até os seus ombros. “Ei.” Falou, baixinho, assim que viu que o médico abria os olhos. Com um sorriso pequeno e gentil, observava a pele avermelhada do rapaz, o que queria dizer que ele ainda não havia melhorado tanto o quanto queria. A destra tocou, com cuidado, a bochecha quente, e em seguida a testa; apenas para que o sorriso aumentasse mais quando ouviu o pedido. Frederick era um homem formado, e ela sabia que não havia nada de bobo nele, mas a frase continha justamente aquela inocência que tinha notado em outras ocasiões. Que a fazia acreditar saber, em algum grau abrangente, certas coisas sobre ele. Mais especificamente: sobre coisas que ele não tivera. “Sabe o que minha mãe dizia?” Reyhan acariciou levemente os cachos úmidos pelo suor, antes de se inclinar sobre ele e beijar levemente sua testa, mantendo os lábios ali alguns segundos a mais que um mero beijo comum, sentindo daquela maneira que sua pele seguia quente demais. “Que essa é a melhor forma de medir a temperatura de alguém, porque podemos ao mesmo tempo ajudar a curar mais rápido com carinho.” Explicou, para o que o homem parecia ouvir com bastante atenção. Ele sempre parecia dedicar seu foco nos dizeres femininos, como se tentasse colecionar as palavras que ela soltava. Frederick era um mistério, para dizer o mínimo; mas Durmaz não se importava em desvendá-lo tanto quanto estar ali para alguém que claramente precisava. “Ainda está quente.” Constatou finalmente o óbvio, afastando então a mão dos fios do rapaz. “Acho que vai melhorar depois que comer. Essa sopa é receita de família, e é mágica.” Afirmou, em óbvio exagero figurativo. “Coma pelo menos um pouco, tudo bem?”
❛ You didn’t tell me this would happen. ❜ + @thcgoodone
Reyhan estava muito tensa. Mesmo. Quando Elsher pediu que ele a acompanhasse no evento, não havia se atentado ao fato de que era uma festa num maldito iate. O coração começou a bater forte quando chegaram ao cais, mas sentiu-se receosa ao explicar o pânico de água que havia desenvolvido. Elsher precisava da moça naquela noite, pois havia solicitado que pesquisasse sobre todos os convidados para que o relembrasse dos detalhes importantes de cada um. Não podia decepcioná-lo! Era alguma convenção importante com outros médicos, e não queria que o mais velho pensasse que não podia confiar em sua nova funcionária. O problema? Até havia conseguido entrar no iate, mas ficara completamente paralisada assim que esteve do lado de fora. O barco era grande, mas movia-se demais; e a visão do mar em torno deles começava a fazer o peito apertar de nervosismo. A piscina gigantesca no meio do convés tampouco ajudava no seu pânico, e a cabeça da Durmaz começava a ficar embaralhada. Tanta gente, tantas conversas, tanta água. Acompanhou o chefe com os músculos completamente tensos, e conseguiu ajudá-lo com as duas primeiras pessoas que encontrara. Depois de sussurrar as informações mais importantes no ouvido do homem, porém, esperar pela conversa que desenrolava ali não fazia um bom trabalho em distraí-la. Dividida entre o medo de olhar em volta, e a curiosidade mortal de fazê-lo; o que de fato a quebrou por completo foi o movimento brusco do iate. O coração acelerou e ela sentiu o ar faltar no peito, segurando com tanta força o braço do seu chefe que provavelmente o havia ferido com as unhas. Estavam perto demais da piscina. Ela iria cair. E iria se afogar. De repente a voz de Callisto clareou na sua mente, e ela notou que o mais velho pedia pela terceira vez que ela diminuísse a força em seu toque. “Senhor Elsher, desculpe. Eu...” Sem conseguir falar muito, soltou o homem e foi imediatamente para a cabine interna do lugar, procurando se acalmar de alguma forma. Não conseguia. Jogou-se no sofá que havia ali, cobrindo o rosto com as mãos, buscando respirar fundo e impedir que o nervosismo tomasse proporções grandes demais. Imaginar que estavam distante da terra não ajudava muito. Tão logo, o rapaz estava perto dela de novo, perguntando o que acontecia. “Eu não consigo. Eu achei que conseguiria, desculpa. A água. Eu... eu não consigo” Como poderia explicar a fobia causada pelo naufrágio em sua infância? A frase alheia tinha a energia de um pedido de desculpa, como se ele quisesse reforçar que não fazia a menor ideia de que aquilo poderia acontecer. O que, claro, ela não podia esperar que o médico adivinhasse de qualquer forma “Eu não queria estragar a noite.”
@thcgoodone
❛ We weren’t doing anything! ❜ + @thcgoodone
Reyhan era uma pessoa responsável; sabia seus deveres, aceitava suas responsabilidades. E depois de se tornar mãe? Colocar os outros em primeiro lugar passara de ser um mero aspecto de sua personalidade e passava a ser um instinto! Mas nada daquilo queria dizer que a Durmaz era uma pessoa organizada. Encontrava-se no próprio processo bagunçado, sim, mas não deixava de ser menos caótico. Com a cabeça cheia de problemas, então, era ainda mais difícil manter a ordem das coisas. Tinha errado três vezes os ingredientes do smoothie matinal do chefe, e nem mesmo o fato de ter chegado tão mais cedo a ajudava quando a cada momento novos problemas apareciam. Tinha derrubado as frutas no chão, queimado a torrada, e para ajudar, na última tentativa de fazer o suco, esqueceu de colocar a tampa no liquidificador. Droga. Depois de se sujar completamente, só podia agradecer que Callisto havia decidido correr naquela manhã e demoraria (teoricamente) mais algum tempo para chegar em casa. Era um pouco além dos limites, e talvez se estivesse pensando mais claramente, não tomaria aquela decisão arriscada. Estava, no entanto, completamente suja da gosma verde, e precisava se limpar. Depois de colocar a própria roupa para lavar na máquina que havia na casa, correu para o banheiro de seu chefe a fim de tomar um rápido banho. Somente para, sabe, continuar apresentável. Não tardou, de fato, para se limpar; mas assim que voltou para o quarto enrolada na toalha, acabou se distraindo com a mensagem recebida no celular. Ouviu o áudio que o filho havia gravado, até mesmo esquecendo de toda a situação em que estava, percebendo a situação somente quando a voz de Elsher se fez ouvir.
Ele era um homem muito educado, claro, e portanto até mesmo naquele contexto ela não pôde deixar de notar a calma em seu questionamento. Alguns provavelmente perguntariam o que porra ela achava que estava fazendo. Ainda sim, o susto a fez levantar de repente, sem jeito. “Callisto! Digo, senhor Elsher! Desculpe, eu estava preparando o café, e então eu derrubei tudo, e tive que vir aqui. Desculpa! Sei que não é o certo, mas eu estava completamente coberta, sério, daquele suco esquisito que você toma. Parecia o monstro no personagem do livro favorito do Volkan. Eu vou me trocar imediatamente! Nem preciso esperar a roupa secar, juro, eu vou lá colocar agora mesm-” Tamanha afobação, porém, fez com que ela tropeçasse e acabasse desequilibrando por cima dele, caindo sobre o rapaz no colchão. Por um resquício de sorte que o universo resolveu lhe permitir manter, a toalha seguia firme no corpo, mas a benfeitoria terminou por ali quando no momento em que Reyhan conseguiu colocar as mãos ao lado do corpo masculino para se erguer minimamente, uma presença se fez notar na porta do quarto. Era o filho do homem. O Elsher mais velho começou a se justificar, e a secretária logo se recompôs para levantar também. “Foi um acidente! Eu caí. Eu... desculpa, de novo, senhor Elsher. Eu só precisei... bom, eu vou me trocar. E deixar a carta de demissão pronta, não se preocupe.” Falou, coçando a cabeça completamente sem graça, antes de sair praticamente correndo do cômodo.
@thcgoodone
Masumiyet 4 / İrem Orhun
[ SHOULDER ]: sender buries their face into the receiver’s shoulder/the crook of their neck while hugging them. + @reginawhisper
Os braços de Reyhan envolviam o corpo da amiga com firmeza, até mesmo força demais, que demonstrava a animação de revê-la. Não que aquela fosse a primeira vez que a via desde que havia retornado, mas ainda precisaria de um tempinho até se acostumar com a presença alheia. “Ai, tô tão feliz de te ver de novo! Ver todo mundo, na verdade” Comentou, ainda fazendo um leve carinho nas costas da outra antes de se afastar finalmente. “Sabe, Chicago era ótimo. Mas… eu senti falta das pessoas, do clima da cidade. Bom, de quase todas” Suficiente dizer que não queria ver Tyrone nem pintado de ouro, o que vinha se tornando difícil considerando que a escola insistia em levar seu filho para a Jungle Jump. Mas isso era assunto para depois, primeiro precisava saber como ia a vida da amiga, visto que nas últimas vezes mal tiveram tempo para conversar. “Você tá tão linda! Vem, vamos tomar um café porque o Volkan está na escola e hoje é meu dia de folga.“ Falou, com animação, entrelaçando o braço no da garota e caminhando na direção do café que ficava há algumas esquinas dali. “Granny’s continua tendo o melhor croissant da cidade?”
‘ no, you’ll get an infection. ’ @frederickbalthasar
Os olhos semicerrados demonstravam que ela achava o argumento do outro algo completamente sem sentido. Com a mão na testa da criança, sentia o rostinho bem mais quente que o comum, e a tosse que havia a alertado que algo estava errado se repetiu. “E o que sugere que eu faça, Doutor Balthasar, largue ele no parquinho para ver se sobrevive e só buscar se ele melhorar?” Mas havia humor nos dizeres, até porque ela não estava de qualquer forma ofendida. Só tinha plena certeza de que o homem ao lado no banco não tinha filho. Quiçá, ainda, não teria qualquer contato com crianças para dizer algo assim. “Vem aqui, meu bem.” Colocou o garoto no colo, tentando medir a temperatura ao colocar a mão em seu pescoço e bochecha. Quando olhou para o homem outra vez, não pôde resistir a uma risada. “Deve ser uma gripe. Não precisa olhar assim. Sabe, eu com certeza tenho mais anticorpos que ele. E mesmo se eu não tivesse, tenho que levá-lo ao médico.” Não existia qualquer forma de evitar contato com o filho, ora essa. E não o faria mesmo que houvesse, ainda. “O senhor não tem filho, né? Essas coisas mudam quando temos um. Instinto, eu acho.” Deu de ombros. Conhecera Frederick Balthasar ao começar a trabalhar como assistente para Callisto, mas os encontros eram bem raros. Não sabia mais do que o nome do homem, e que ele era bem fechado e introvertido.
“Mas pode deixar, né, meu leão?” Falou para o filho, erguendo-se do banco com ele no colo. “Vamos deixar o moço quietinho e vamos pra casa ver a sua temperatura. Dá tchau pra ele, Volkan” Apontou para o rapaz com o rosto contorcido em uma expressão esquisita, serena mas ainda sim confusa. O pequeno acenou na direção do homem, falando baixinho um “tchau doutor balt” antes que Reyhan e ele fossem embora.
‘ look at your face! ’ @barbaraharvey
“Hm?” Sua cabeça estava a dois por hora, considerando que não havia dormido a noite inteira já que Volkan tivera febre e ela precisara cuidar do filho. Devagar a mente absorveu a fala alheia e ela buscou um espelho no bolso para ver do que se tratava — ah. “É banana amassada. Meu filho só come isso de manhã, acredita?” Comentou, buscando um guardanapo para tentar limpar a face de qualquer jeito. Se o rosto estava sujo às dez e quinze da manhã, certamente estivera desde as oito, quando terminara de alimentar o garoto para que ele fosse pra a escola. O que também queria dizer que provavelmente seu chefe a havia visto naquelas condições e era educado demais para se atrever a dizer algo. Que humilhação! Mas estava cansada demais até para sentir vergonha. “Desculpa, hoje foi tudo tão corrido, nem consegui me ver no espelho” Comentou, ainda, o que justificava as roupas descoordenadas e o cabelo não tão bem penteado. “O que precisa, Babi?” A mulher não a tratava com qualquer gentileza há muito tempo, mas isso não queria dizer que Reyhan deixava de agir como se aquilo tudo fosse só uma fase. A intimidade era explícita no tom de voz, mesmo a contragosto de quem parecia ter se tornado uma socialite riquíssima. “Callisto está ocupado a manhã inteira, mas se precisar posso marcar algo pra vocês à tarde. Ou se for questões de saúde mesmo, eu posso ver com o Doutor Ahmed se ele tem horário para te encaixar”
aidensles:
𝐬𝐭𝐚𝐫𝐭𝐞𝐫 𝐟𝐨𝐫 @barbiedailha
O expediente estava quase acabando. Aiden olhou para o relógio, constatando que faltavam alguns minutos, apenas. Esticou-se por de trás do balção, elevando os braços como quem se espreguiça… Tinha sido um dia calmo, quase tedioso. Quando o sino da porta alertou a presença de um cliente, Aiden imediatamente levantou os olhos da revista que tinha começado a folhear. Ao avisar uma cliente conhecida, deixou escapar um suspiro já cansado por entre os lábios. Como era o nome mesmo? Reya? Aiden não conseguia se recordar bem do nome dela, apenas dos peculiares que colocava em seus animais. Atendia a todos pelo menos três vezes por semana e apesar da frequência, desconfiava que ainda não tinha conhecido todos. Dessa vez havia um aquário e o veterinário se perguntou o que poderia haver de errado. “Boa tarde.”, sorriu para ela de forma amigável assim que estava próxima o suficiente para ouvi-lo. “Vejo que trouxe um novo amigo hoje.”, a voz era amigável ao apontar para o animal. O relógio apitou as seis da tarde e embora estivesse na hora de fechar, Sales era comprometido com o seu trabalho, com aqueles que necessitavam do serviço.
Dog estava mal. Ela tinha plena certeza. Por isso havia colocado o pobre bichinho na cestinha da bicicleta e ido o mais rápido possível ao veterinário perto de casa, especialmente porque ela sabia que estava perto da hora de fechar e não poderia dar chance ao azar. Por sorte, e suando um pouco, chegou a tempo, e depois de apoiar a bicicleta na entrada, carregou o pequeno aquário redondo loja adentro. Os olhos praticamente brilharam no momento que recaíram sobre o homem já conhecido (não fazia mais do que três semanas que Reyhan tinha chegado, mas já levara os animaizinhos ao local pelo menos cinco vezes). “Doutor Aiden!” Chamou, apoiando o aquário no balcão em sua frente com o rosto visivelmente preocupado. “É. Esse aqui é o Dog. Desculpa o horário, viu, sei que logo vocês vão fechar e não queria atrapalhar não, mas é uma emergência.” Garantiu, um pouquinho ofegante ainda. “Tá vendo ali, ó?” Agachou-se na altura do aquário, aproximando o rosto do objeto. “Aqui. Bem aqui. Tem uma manchinha. Ela não tava ali ontem! E ele tá muito esquisito. Ele sempre come quatro bolinhas de ração, mas hoje ele só comeu três!” Sólidos argumentos, claro. “Será que ele ta triste? Porque nos mudamos agora, e eu não sei se ele tá assim porque tá com saudade de casa. Eu tentei deixar tudo igualzinho pra ele se acostumar, mas costuma ser mais sensível que a Bird, sabe? Eu to meio preocupada, vai que ele quer fazer uma greve de fome”