Se pressentimento de mãe é forte, de vó deve ser duas vezes. Peggy Schotsman não costumava ter problemas de sono, assim, quando acordou de um pesadelo horrível gritando pela jovem Black ela tomou como uma mensagem divina. As duas da manha, porque afinal, divindades não trabalham em horário comercial. Depois de a senhora descer e subir as escadas da residencia, tentando encontrar o sono, Oscar, que dormia de lado, enrolado no edredom off -white com estampa de borboletas no quarto do casal foi acordado com uma balançada não tão sutil em seu corpo, tentando assimilar, pelo misto de sono e a feição de preocupação da mulher, porque diabos ele precisava ir até a casa dos Black. Sem uma explicação muito obvia a não ser pressentimento, acabou por concordar com o pedido da esposa. Afinal, não havia nada que ele não fizesse por ela.
Walter, que dormia na casa dos avós sempre que o pai estava de plantão, fora acordado de maneira muito mais sutil, apenas com um chamado. As vantagens do sono leve, talvez. Ele e o avo desceram a escadaria e entraram na picape ainda com suas calças de moletom e atravessaram o bom bairro que viviam, até a residência dos Black.
Barulhos estranhos do que parecia uma discussão ecooavam para fora da casa, deixando o velho Oz em alerta. - Me espere aqui…Certo? - pediu ao neto, que nao demorou a assentir com a cabeça. Segundos depois, parado a porta da casa, o homem tocou a campanhia diversas vezes, esperando ser atendido.