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Estelita Mendonça SS2017 em POLITICAL CAPITAL Um projecto curatorial de @paulo_mendes_21 para a revista @umbigomagazine UMBIGO #81 > lançamento da revista _ "Este é um projecto visual e editorial de curadoria pensado especificamente para uma revista de cultura contemporânea. Foram selecionados trabalhos que manifestam uma estética de resistência e dão visibilidade a um discurso disruptivo, a uma arqueologia sobre as ruínas contemporâneas, provocando a acção do pensamento sobre uma realidade que exige a utilização de dispositivos e estratégias de combate contra a colectiva impotência política, que provoque o abandono da nossa condição de zombies. Este projecto convoca uma comunidade de trabalhadores artistas, portugueses e internacionais, arqueólogos do tempo futuro, que pensam e trabalham, de forma mais directa ou indirecta, questões relacionadas com os sistemas de produção capitalista e as suas catastróficas ressonâncias nas estruturas sociais, políticas e económicas deste tempo que passa." _ P.M. _ Elsa Garcia e António Néu, responsáveis da UMBIGO, darão a conhecer este número da revista, que figura como o segundo de quatro episódios, depois do anterior Natureza, este designa-se: Capitalismo. Fernão Cruz e Paulo Mendes lá estarão para apresentar o projeto artístico Exumação e o projeto curatorial Political Capital, juntando-se ainda João Norton, com quem poderão saber mais a respeito da secção Umbigo x Brotéria. _ Lançamento dia 30 (Quinta) na BROTÉRIA a partir das 19:00h Rua São Pedro de Alcântara _ _ _ #paulomendesarchivestudio #paulomendes #umbigomagazine #politicalcapital #contemporaryart #contemporaryportugueseart (at Brotéria) https://www.instagram.com/p/CfYc94Wsbua/?igshid=NGJjMDIxMWI=
If in Porto: 'Them or Us', art show curated by Paulo Mendes @ Galeria Municipal do Porto #artshow #paulomendes #porto #portugal #portugueseartists
#paulomendes #intervensão #sp #deontem #visita #tour
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois de uma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tenáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótomos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de fim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vi; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros de tédio para tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia de libido; às vezes acaba na mesma que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmo cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor cabada como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outubro; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba, por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
O amor acaba, Paulo Mendes Campos
Uni Duni T... Uni Dun... Uni Du... Uni D... Uni... Unicórnio {me} *-*
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