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alta suposição infindável linha da hipótese livrai-me disso senhor e me jogue ao chão com sonhos cotidianos das coisas em meu controle traçar e caminhar em direção alcançável aconchegante afago do que se pode fazer e estou fazendo por favor, senhor, ensina-me a ser pequeno
não aguento muito tempo aqui parado sob o sol que queima o chão movo-me ainda que o sol siga queimando sem cessar ao menos me movo
18-12-20
acordei o ventilador sopra quente descolo do lençol é tarde descansei, dormi finalmente desligo o vento que trabalhou toda noite sento à beira, tomo força e levanto, adentro o dia em seu imparável andamento 16-12-20
will i be hungry when i lie on my bed?
eu tive esse sonho nessa casa de madeira e o pai e a mãe tavam lá numa cama com um bebê e eu peguei ele no colo e esse bebê era eu e ele era bonito e fofo e me deu vontade de chorar as vezes escrever é só o esforço de registrar um trabalho preguiçoso mas trabalhoso também o que é isso no feijão? coisas brancas nos grãos é royal, pra amaciar hmm achei que era xariosso xariosso? é... é um temperinho pra comer cú de curioso the floor it's just dance and we put our arms behind like we hold a bar and jump and step like dancing just dance apenas dance é dificil dançar com um chá é fácil dançar com uma banana já é tarde e eu deveria estar dormindo as artes feitas com o que acontece numa noite minha casa é feliz as vezes conversamos no quarto enquanto o grêmio joga ao fundo o que seria dos artistas se da noite para o dia virassem gênios we would lost the internal struggle with ourselves a insegurança nos move e o desafio de provar para o mundo que posso fazer algo bonito até lá, se é que há, escreverei coisas ruins e vou gostar disso li um tweet que dizia algo legal sobre isso que não vou repetir aqui apenas sei como isso me animou não existe isto de uma vida-cor de rosa será tudo repleto de cores e de sentimentos opostos e isso é o que nós somos agora amanhã pela manhã eu trabalho amanhã pela manhã eu reclamo amanhã pela manhã eu apenas danço e antes de dormir como minha banana eterno medo de deitar e ficar com fome
o vento balançava seus cabelos ela abre os olhos ouve um grito abafado clamando socorro como saindo debaixo de um travesseiro grita e grita os ouvidos dela se eriçam o corpo para ela procura o grito grita de novo e ela corre com cautela caçando ouve-se a voz não seus passos que dobram um corredor e outro, olha para os lados, o grito chama, apressa-se e dobra novamente os pés na madeira, em marcha veloz, dobra para um lado, para o outro, rastreia, volta o grito, ela segue, os pés como se fossem plumas, o grito mais alto, corre, mal encosta o chão, dobra, o berro desgarrado a suga, a suga, ela dobra, dobra de novo, e grita, e chama de novo, corre quase no ar, como um pássaro de longas pernas, e o grito grita, como grito, vibra em sua pele ,corre, dobra, grita, suplica, implora, grita e os pés pousam e freiam é um beco sem saída
no fundo do corredor marrom, no chão, uma criatura os olhos estáticos escamosa e não grande aparentando morte sem mais barulho devagar ela se aproxima com as narinas tremendo enquanto respira ela sente seu cheiro e ele emite um gemido engasgado muito baixo, quase imperceptível ela se aproxima mais e em frente ao bicho, atenta, sem piscar, ela escuta o gemido se tornar uma voz me tire me tire daqui garota me tire daqui ele fala e ecoa abafado parecendo vir de dentro da boca cinzenta entreaberta é escuro a espuma me engole me engole me tire daqui me tire daqui me tire daqui eu afundo afundo e com a ponta dos dedos ela encosta nas escamas da nadadeira úmidas e frias
ele volta a berrar rouco e desesperado, e ela fecha os olhos o grito não cessa os bambus chacoalham, seus ouvidos doem as paredes tremem, os dentes rangem o crânio aperta e o grito sufocado toma tudo uma peixeira em sua cintura tem uma peixeira em sua cintura ela segura firme o cabo de madeira com as duas mãos e ergue-a ao alto ela desce veloz o braço cravando a faca no estômago do bicho vai tirá-lo de dentro de lá, vai tirá-lo de lá o grito saia da boca e dos mortificados olhos abertos estridente, até virar em um risco agudo agonizante a lâmina abriu a barriga e o silêncio
escorre água alagando a madeira embaixo da criatura aberta ela recua, molhando as meias na poça dentro da criatura havia uma criatura a própria criatura dentro da criatura havia a criatura e dentro da criatura havia nada
só as vísceras abertas só o escuro só o grito fino dos bambus e dela que fecha com força os olhos e tampa os ouvidos com as mãos se afasta, as meias encharcadas se contraem os músculos a testa a face se contrai, se contrai entrando para dentro de si o vestido molhado, os joelhos torcidos para dentro ela se retorce a água gela o ventre e os ossos, o interno dos ossos a face se espreme o pescoço se aperta o corpo todo se tensiona na água gelada rijo, quase a estourar engolida afunda afunda no imenso escuro ...
ela abre os olhos, molhados, molhada as narinas tremendo o peito agitado os cabelos empapados o travesseiro parece que gritava dentro da criatura havia a criatura e dentro da criatura havia nada os lençóis estão vermelhos e as mãos gosmentas ela arqueja, abraçada no animal que dorme, com a boca e os olhos arregalados
i found this old thing that should be a poem i think we should hang out this weekend you said i am a searcher i am a founder, i found you i would answer in an afternoon movie everyone someday will have weird hands sometimes we know each other still with the pretty hands and someday maybe we have weird toes and knuckles together
amor cuzão
gratidão, perdão leda contradição eu cheguei para sair eu faço de tudo sem querer pra ver você se ir desculpas de mártir a promessa que encanta é de sangue e glória a guerra santa solidão de ed mãos de espada a salvação vem pela cruz {e saque} te espero de braços abertos minha moral é de cristão sempre me cega a tua luz (e parte)