Quero, não de um querer sozinho Mas de um querer alegre, como da revoada no verão, grande burburinho Quero, como um mover constante Daqueles em que evita se fazer da alma, viajante errante o querer é dar vez a serenidade acreditar e sentir de verdade o querer não é reter a individualidade é somar meu ser a outro ser, multiplicidade, traçar rumos da coletividade Quero, não como simples gesto egoísta mas sim, como produto de uma visão altruísta Quero de um querer que não se dissocia, que se une na eternidade Quero o bem, como trajeto inegável à pacificidade pois somos almas perenes, seres absortos na erraticidade Quero lançar meus versos no universo e fazer da harmonia das palavras não um simples gesto mas letra firme, coesa, vivaz, instrumento sutil a traduzir a paz.
Improvável













