@perfectgvrl
Sua relação com a que parecia ter se tornado a líder do clube de literatura não era a melhor possível. Há semanas, Samuel estava determinado a tentar ao menos criar certa empatia da loira para uma mudança de eixo das leituras escolhidas. Todo mês era a mesma coisa: algum livro chato o suficiente para não permitir que Samuel nem mesmo chegasse perto de finalizar a leitura. Naquela tarde em específico, a implicância de Brittany ficou ainda mais incisiva, afinal o atraso de quinze minutos do brasileiro havia se tornado o alvo da implicância. “Tá, Brit, de verdade, eu gosto muito de você e te acho super inteligente, você entende o livro super bem, mas assim... Shakespeare? De novo? Cansa um pouco. Eu acho que um livro fora desse eixo Inglaterra - Estados Unidos ou um livro não-clássico chato seria bem massa, cê não acha não?” a fala foi o suficiente para que a Pearson fechasse o sorriso e quase desafiasse Samuel a levar um livro que fosse aprovado pela maioria do grupo. É, não seria uma tarefa muito fácil, afinal nem sabia se era muito querido pelos colegas. Com o fim da reunião e, surpreendentemente preocupado com o desafio, o brasileiro esperava do lado de fora da sala da biblioteca utilizada para as reuniões, com a intenção de alguma boa alma se propusesse a ajudá-lo. Sem sucesso. “Ei Holly, você é muito boazinha pra falar não, então... me ajuda nessa? Acha que eu peguei pesado com a Brit? Porque eu achei que ela ia gritar comigo na frente de todo mundo”









