#Dicadewebtira Pérolas Perdidas
Poster e uma edição (não está à venda) de “Pérolas Perdidas”, que ganhei em um sorteio, em fevereiro - foto Keli Vasconcelos
Não conhecia o trabalho de Sabina Anzuategui (roteiro) e de Bruno Weber (traço), nem mesmo a webtira “Pérolas Perdidas” até eu participar de um sorteio (!) no Twitter. Explico: o Sandro Merg, organizador da Butantã Gibicon, retuitou um post do Bruno e lembro que as regras eram para retuitar e comentar uma das cinco ou seis tiras postadas. Haveria um sorteio depois, isso foi em fevereiro deste tumultuado 2020.
Peguei justamente um post menos retuitado, de uma menina que era tragada por um monstro dentro de um buraco, se não me engano (péssima memória, confesso). Achei bem intrigante o desfecho da tira, queria que a menina tivesse se livrado desse fim, mas, como o próprio Bruno me respondeu, não foi assim.
Dias depois, recebi pelo correio um pôster e um exemplar de uma edição impressa (que não está à venda) da série escrita por Sabina, no ar desde meados de 2018 neste link (acompanho pelo Twitter). Em geral, saem às quintas-feiras os episódios, que já chegaram a cem.
Um dos episódios de “Pérolas Perdidas” de 2019 – foto: reprodução
As tiras “Pérolas Perdidas” são de quatro quadros, p&B e conta as aventuras românticas de Pérola, uma mulher que trabalha, tem carro velho, mas se for preciso enfrenta transporte público. Gente comum, como todo mundo. E se mete em diversas desventuras com os caras, deseja ardentemente as mulheres (em especial sua amiga Martina), recebe vários “foras” e ela não se abala. Pérola encara essa jornada que o amor proporciona com humor e mesmo quando está triste, nada como uma série, café, um bate-papo no bar, um sorriso para revigorar! Mas, sem dar muito spoiler, acho que agora ela vai começar a se dar bem nesse campo amoroso.
O traço de Bruno Weber é bem engraçado. Aliás, ele recentemente fez um fio falando sobre a evolução do trabalho, que para mim, tem os rostos são bem expressivos, com bochechas proeminentes – dá vontade de apertá-las! –, o que deixa ainda mais divertida a história.
Confesso que já me viciei e, por ganhar aquele primeiro álbum, meio que Pérola já faz parte da minha rotina de leituras, pois conheci a infância, adolescência e agora a acompanho em sua vida adulta.
É bom quando nos deparamos com formas diversas de texto, roteiro, traço, quadrinho. Assim, a gente aprende, respeita, engrandece.
Viva todas as formas de amor e de amar!
O mundo está precisando de mais amor, mas amor mesmo, amor potente, amor transformador.
Principalmente, nesses tempos tão desafiadores em que estamos vivendo.












