Rios vermelhos fluem do grande poro das que andam pelo mundo
Eis que hoje se refaz o ciclo; planto a lua graças ao vão sagrado e fecundo
Devolvo à Terra o sangue que de sua própria alma é oriundo
Brunna Brasil
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Rios vermelhos fluem do grande poro das que andam pelo mundo
Eis que hoje se refaz o ciclo; planto a lua graças ao vão sagrado e fecundo
Devolvo à Terra o sangue que de sua própria alma é oriundo
Brunna Brasil
... É um dos atos atemporais do ser humano [devolver o sangue à terra / plantar a lua] - com valor eterno, parte do círculo contínuo de vida e morte. As células que morrem em meu corpo, que são levadas no sangue menstrual, são alimento para a terra. O que morre dá vida. O que morre alimenta aqueles que vivem e vão viver. Se eu ignorar o meu sangue, distancio-me deste conhecimento. Se não gostar do meu sangue - apesar do conhecimento de que ele também é alimento, também é uma dádiva que eu carrego comigo, vou considerá-lo puramente uma perda: um desperdício de sangue, um desperdício de tempo, um bebê que não foi concebido. Deseje ou não uma gravidez, meu sangue é sempre uma dádiva. E ele é uma dádiva no sentido literal, assim como uma dádiva psíquica a mim mesma. É uma dádiva que o meu corpo devolve à terra; à mãe que me alimentou e nutriu todos os dias da minha vida. O sangue das mulheres não é um desperdício. É um fertilizante para a terra. Isso era sabido por todos os povos ligados à terra, por aqueles que reverenciavam a Deusa e reconheciam a mulher e seu corpo como o veículo que carrega a vida, e por isso é sagrada. Esta vida não surge apenas sob a forma da descendência, mas também sob a forma do sangue precioso, oferecido todo mês para alimentar a terra, as plantas e os insetos, e todos os seres do planeta. Este é outro aspecto do intercâmbio milagroso entre a mulher e a vida. Desperdiçamos este recurso precioso, assim como desperdiçamos a rica placenta após o nascimento, porque não conseguimos reconhecer o valor da mulher. ... Nossas células penetram literalmente na terra, esta é alimentada e reconhecida por nós, e criamos um elo psíquico e celular com a terra. Isso pode ter um efeito poderoso sobre nosso relacionamento com o lugar onde vivemos. É como um animal deixando sua marca, e é também um ato de amor; dar uma parte de nós à terra cria um relacionamento bilateral que substitui a atitude unilateral que em geral temos para com a terra em que vivemos. (p. 164-164)
Lara Owen, Seu Sangue é Ouro - Resgatando o Poder da Menstruação.
Plantar a Lua pode ser uma revolução obvia em nossas vidas, mulheres!
Plante a sua lua e restabeleça sua conexão
Plante a sua lua e reestabeleça sua conexão
Os temas que envolvem as mulheres ainda são cheios de tabu. Por exemplo, falar em masturbação, conhecer seu corpo e menstruação são assuntos, ainda, vistos com maus olhos por grande maioria das pessoas. É interessante que toda mulher comece a conhecer seu corpo, seu organismo, saber como são seus ciclos, sejam eles emocionais ou físicos. (more…)
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