Nothing makes me happier than all of this VA lonely eyes content

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☽
Louis observava seu pai em silêncio, não queria que o mais velho descobrisse que ele o encarava, iria quebrar a naturalidade daquele momento. Por um momento ele repensou o que iria dizer para o pai, quando a mãe recebeu a carta sobre a expulsão de Louis ela a guardou para que o próprio Louis contasse aquilo para o pai, ele não sabia se aquilo era para ser bom ou simplesmente a punicão dele pelo ocorrido. Louis não tinha coragem de fazer isso, certeza que não tinha. Nem mesmo tinha dito para o pai que era gay, havia o deixado descobrir isso sozinho. Como sua mãe esperava que ele podia contar aquilo? Não que Bill Weasley fosse um pai rígido, mas a última coisa que Louis queria fazer era decepcionar o pai daquela forma. Ele respirou fundo, contou até dez umas três vezes, mas nada adiantou para conseguir arrumar coragem. Ele estava prestes a se virar e ir embora, desistir daquilo e implorar para a mãe contar, até Victorie poderia contar aquilo no lugar dele, quando o pai o notou parado lá. “Tudo bem? Parece que viu um boggart.” E ele sorriu, um sorriso tão acalentador que foi o suficiente para Louis conseguir dizer qualquer coisa. “Eu fui expulso de Beauxbatons, pai.” Ele soltou de uma vez e o silêncio reinou entre os dois. Seu pai parecia pensar muito sobre o assunto, principalmente quando franziu o cenho e se apoiou na bancada da cozinha. O estômago de Louis estava formando nós depois de nó e ele sentia as mãos suarem violentamente. Se arrependia de ter sido ele a dizer aquilo e nada havia o preparado para as palavras de seu pai.“Rapaz, como eu queria que você fosse para a Grifinória.”
❥ - a childhood memory
“Apenas meninas são veelas, Louis” Victorie disse, o que resultou no garotinho apenas franzindo o cenho e cerrando os punhos, naquele momento ele não gostava de Victorie, nem um pouco. Queria bater em Victorie, mas não se pode bater em meninas, nem que elas sejam maiores que você, era o que vovó Delacour o ensinara. Eu sou. Ele queria dizer. Eu sou, Victorie, você que não é. Ele queria muito dizer aquilo, seu sangue borbulhava para dizer aquilo. Seu cabelo era loiro claríssimo como o dela e do resto das outras parte veela de sua família, o azul era também o mesmo, ele não tinha os traços do pai. Ele tinha que ser, tinha que ser. Ele seria o único veela homem, ele queria ser o único em algo, precisava ser o único em algo o iria pirar, o garoto mal tinha seus sete anos completos e achava que iria pirar se não encontrasse algo que ele fosse o único. Ele queria cuspir uma bola de fogo na cara de Victorie apenas por tentar minimizá-lo assim. Ela merecia. “Meninos não são veela.” Ela repetiu como se o irmão caçula não houvesse a escutado, isso o enfureceu ainda mais. “Victories não são veela.”