Criei versos num guardanapo, velho e pós usado.
Fiz rimas de você,
deixei marcas de mim.
Te recriei em versos felizes
E salpiquei um pouco de lágrimas,
Ali desenhei meus sentimentos análogos.
Alexandre Lima

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Criei versos num guardanapo, velho e pós usado.
Fiz rimas de você,
deixei marcas de mim.
Te recriei em versos felizes
E salpiquei um pouco de lágrimas,
Ali desenhei meus sentimentos análogos.
Alexandre Lima
As vezes eu sinto, sinto que estou enlouquecendo que estou me libertando que estou dançando uma musica que só eu posso ouvir. As vezes eu sinto, sinto tanto que quero explodir, desfragmentar em pedaços, fugir gritar, grunhir, ruir, sair de mim. Outras vezes eu sinto, sinto que estou me perdendo por achar que posso estar enlouquecendo quando nada esta acontecendo; é apenas uma rota de escape, a loucura de se permitir as vezes eu sinto.
Alexandre Lima, Sentir é uma loucura.
Quando cansado eu apenas adormeci, deitei a minha cabeça em travesseiro de nuvens e ousei sonhar, criar, partir. Diriam os poetas, ou os loucos que ousei me libertar ou os psicanalistas que busquei uma fuga da realidade sem drogas e ou quaisquer incentivos. Quando cansado pus meus pés mirados para o alto e fiz morada embaixo de um velho sabugueiro onde o tempo não me alcançava ou sequer tinha espelhos para me preocupar com como ou com o que eu estava me parecendo. Só sei que minhas juntas já não faziam seu trabalho com a mesma presteza de outrora e meus ossos sofridos pediam um pouco de descanso, uma pausa do peso que carregaram por todo este tempo que não ouso contar. Quando cansado eu apenas adormeci, me libertei da realidade não por uma rota de escape apenas tirei o peso de mim, me assumi louco.
Alexandre Lima | Disseram que enlouqueci.
Eu incendeio, no teu fogo acobreado me rendo, sem rodeio; no teu sorriso safado me entrego, sem medo. Conto os pontos em tuas costas e sem receio, me deito acordo no outro dia com um sorriso bobo me falta um pouco do teu fogo mas tenho o suficiente para queimar por uma semana. Quando te vejo?
Ruivo, Alexandre Lima.
Dizem que a melhor forma de sair de uma situação é vivenciando-a até chegar aos extremos. É como estar no mar sem sentido algum, sem saber nadar, sem poder abrir os olhos, sem saber se está indo à superfície ou se está imergindo cada vez mais, até perder o fôlego. Você é esse tipo de confusão. Vivi os extremos de teu ser mas nunca soube ao certo se dava dois passos à frente ou, se estava andando para trás.
Sea Out, Alexandre Lima.
Ele fitou meus olhos silenciosos e com a face corada de desejo, vestiu seu sorriso vigarista, maquiavélico, quase apaixonante. Na hora da partida, tomou-me pelas mãos, e cercando-as, feito concha que protege sua pérola, deixou claro o seu medo de perder-me, sem sequer dizer uma palavra. Talvez as inúmeras ameaças que teci quando estávamos juntos tenham surtido algum efeito; mal sabia ele que quem tinha medo de perdê-lo, era eu. Ele, que sabia como me alegrar não era o homem da minha vida, mas com ele: eu dividiria a vista! enquanto os dias se estendiam até chegar no fim. Talvez ele fosse o homem da minha vida, pena que não tivemos tempo para descobrir e nos perdemos nas opções, no caminho. Ele com quem não o faria feliz e eu, com quem maquiava a felicidade dando doses amargas de um sorriso fingido e de um olhar, silencioso...
Alexandre Lima | Perdidos no meio.
Certa vez eu me perdi,
Me perdi em cada curva do seu corpo
Tentando desvendar o labirinto do seu ser
E me perdi... Me perdi em seus lábios que outrora foram como o Oasis no deserto
Capaz de realizar os desejos mais profundos de alguém que sente sede,
Sede de você, quiçá, ilusão.
Certa vez eu me perdi
E desde e então, não busquei me procurar.
Hoje por acaso me encontrei
E mudei,
Mudei tanto que quase não me reconheci.
Alexandre Lima,
Ensinaram-os a temer à chuva por este motivo e outros não gozaram da alegria de ser criança. Aos poucos transformaram seus sentimentos em algo comercial, vendivel. Deixaram de acreditar, por este motivo e outros não gozaram da alegria de amar. Seus olhos vázios se projetavam nos postes, não havia expressão Aos poucos deixaram de apreciar os astros, passaram a admirar a televisão. Certo dia iam, noutro vinham sem aspiração sonhavam em ser algo mas nada eram acreditaram que ser era uma doença incurável logo a alegria se tornou uma epidemia e deixaram de sorrir viveram a vida sem saber: o que eram, o que sentiam, o que amavam só que nunca se perguntaram por que, o por que era o pior tabu perguntar por que era ser alienado e ele só queria ser diferente.
Alexandre Lima.