Flutuante no caminho penoso da redenção. Os passos eram leves e surdos, na meidida que a chuva caia. Meu corpo se cobria de frio , um frio que congelava a minha ânsia de sentir frio. Minha aparência era dignamente a de uma alma, que caminha sem dar voz para a razão. Os cristaís soltos pelo ar , formavam na minha vizão o tapete dos confortáveis , e a poesia dos absortos. No peito , formigava o furor da inundação, uma tempestade maior que a extenção da chuva que pingava no meu corpo. Meu peito era dilacerado pela fragilidade infantil dos que não conseguem caminhar sozinhos. Os espiritos vivos das arvores, cantavam juntas a canção do vento , e suas raízes dançavam plenas e belas as sensações da noite. As sombras furtivas, traziam minha poesia para além do vivido, isso porque elas se comunicam com as luzes, e o espaço fica pequeno nas inúmeras dimenssões. Meu corpo desolado, procura fugaz outras pernas para repousar , outros contornos para delinear meus acasos, E surge o barulho das marchas na roda da bicileta, minhas pernas sendo outras pernas, meu lugar filmando outros lugares. Minha companhia suspeita, e minha liberdade assistida, criaram passos e enfrentaram a noite fria de ruas e vielas compridas.
A Drop











