Reflexões sobre como poliamamos
Desde o momento que nascemos, somos cercados por inúmeros exemplos de como as pessoas se relacionam, pelas pessoas à nossa volta, por televisão, livros, cinema, teatro, etc.
Se não pararmos para refletir e questionar, a tendência é que a forma de nos relacionar com outras pessoas seja da mesma forma que observamos. Mesmo quando se pensa em relações não monogâmicas, a tendência é pensar no relacionamento da mesma forma que os monogâmicos são hoje apenas com a diferença de ser vários.
É-nos cobrado o que chamo de pacote completo: apaixonar-se, namorar, construir patrimônio, casar, fazer sexo, ter filhos... E quando qualquer parte desse pacote não está presente, é dito que o relacionamento não é completo e se você não tiver esse pacote na sua vida, então sua vida não é completa também.
Entretanto não é assim como vejo. Quando se fala em poliamor, para mim não é apenas a possibilidade de vivenciar múltiplos amores, mas também de vivenciar múltiplas formas de se amar e esse grande pacote completo não precisa existir.
Uma citação traduz bem o que penso sobre isso:
“When you're a kid, they tell you it's all... grow up. Get a job. Get married. Get a house. Have a kid, and that's it. But the truth is, the world is so much stranger than that. It's so much darker. And so much madder. And so much better.” – Elton Pope, Doctor Who 2x10 Love & Monsters










