O Aquinista
Carrego no peito a chama dos que vieram antes de mim, e no espírito a reverência aos que ainda estão por vir. Não busco um único trono, mas sim a roda inteira! O círculo que gira entre força e suavidade, disciplina e liberdade, silêncio e grito.
Este espaço nasce da necessidade de alinhar o dentro e o fora. Do peso das obrigações que me sustentam ao voo leve da imaginação que me liberta. Da raiz fincada na terra até a coroa erguida aos céus.
É reverência a Haile Selassie, símbolo de dignidade e equilíbrio diante do caos mas também é reverência àquilo que pulsa em cada canto da existência: a música que vibra nas cordas do reggae, a palavra que ressoa nos livros, o sopro que conduz a oração, o gesto simples que ergue uma vida.
Aqui, cada palavra é ensaio de harmonia. Cada ideia é tijolo no caminho do equilíbrio. Cada silêncio é também resposta, e cada dúvida é semente de fé.
Eu e Eu não é dois, nem é só um. É encontro, é diálogo, é guerra e é paz dentro da mesma pele. É a lembrança de que não há separação entre corpo e espírito, que o divino e o humano não brigam — se abraçam.
Este é o meu manifesto: que todos os Deuses me guiem, que todos os caminhos me fortaleçam, que a busca pelo equilíbrio nunca cesse.















