Eu me sinto insegura por não poder saber o que tu sente como você sabe o que eu sinto. Porque se você não falar, eu nunca saberei. Não sei se teu sorriso é verdadeiro, ou se está fingindo. Nunca sei. Mas quando estou só eu e você, sei que está feliz, sei que está tendo momentos bons. E como você mesmo disse “já passamos tanta coisa em tão pouco tempo...”. Mas fico triste com algumas coisas, fico triste por medo, por medo de ser uma daquelas pessoas ruins que você diz ter nojo. Eu morro de medo. E sinto vergonha. Vergonha de estar que nem boba tentando te fazer rir e você pode estar apenas fingindo, e eu aqui, me sentindo bem, achando que você realmente sorri. Mas tu dizes que eles são verdadeiros perto de mim.
Anjo da guarda, eu nunca te esquecerei, e seria impossível, de qualquer maneira.
E eu sinto medo do futuro, já estou apegada a você... Mas teremos de nos separar um dia, certo? Certo. Por isso eu aguardo ansiosamente por meus 18, faremos nossas tatuagens e tu estarás perto de mim eternamente. Mas enquanto isso ainda está longe, eu aproveito e lhe abraço e divido contigo chocolate, e vamos passear em qualquer lugar... E nos divertir, vamos esquecer que o mundo nos observa e tenta nos parar. Mas quem liga, não? Somos quem somos, chegamos aqui e nossos caminhos se cruzaram, finalmente. Isso já era predestinado, eu sei. Tudo acontece por um motivo... Você diz já conhecer esse motivo, e não quer me contar, e eu ainda acho injustiça, mas como “o tempo” vai me mostrar, aguardarei ansiosamente. Dia após dia, aproveitando cada momento que nunca voltará. Porque o passado não volta e se volta, volta diferente...