Ouvi esses dias histórias sobre amores, e fiquei confabulando no espelho sobre os amores que vivi, os não vividos, os tão desejados. Me encolhia para caber em todos eles, tentando me adaptar à vontades alheias, me sufocando em palavras não ditas... descobri algo sobre mim, sobre sempre querer ser suficiente para alguém que não à mim, tentando me encaixar em espaços que são pequenos demais para mim. Mesmo que eu esteja relutante à ideia de idealizar novos amores me pego desejando viver uma história que eu possa ser grande, ser intensa, ser de verdade, dizer todas as declarações românticas que me enchem o peito, ouvi-las também, ir de encontro em qualquer lugar não importa a dificuldade, me fazer presente, e principalmente ter isso de volta. As pessoas falam tanto de reciprocidade, mas às vezes um amor pode ser correspondido, os envolvidos podem querer fortemente que aquela história vingue, mas os esforços, as vontades, tudo precisa ser mútuo. Eu quero um amor que se jogue na cama elástica comigo, literal e metaforicamente, que encene todos os clichês das músicas do Rubel, que partilhe principalmente quando bate aquela saudade. Um amor que não ache que é cobrança querer atenção e presença, um amor tão louco quanto o meu desejo de viver. A realidade precisa de um quê de fantasia para ser mais bonita, eu quero intensidade, quero desejo, quero pureza e quero que ela queira e faça tanto quanto eu.