Queria ter voltado no exato momento em que parti. Um tempo depois, você me disse que se arrependeu de não ter me impedido de ir. Um tempo depois que se tornou tempo demais. E quando nos encontramos não éramos mais os mesmos, não nos conhecíamos mais. Eu não sabia mais dizer com plena certeza o que significava o seu olhar enquanto eu dizia sobre como terminei meu projeto. Aquele que eu sempre te pedia dicas e opiniões, que era tão meu quanto seu. E quando me encolhi enquanto você falava da sua perfeita nova vida sem mim, você pensou que era frio e me ofereceu sua jaqueta. Confesso que você me quebrou um pouco aí. Quando nos despedimos ficamos sem jeito, e tudo acabou num aperto de mão tão sem graça que rimos envergonhados. Fui para a direita e você seguiu para a esquerda. Será que você não percebeu que levou meu coração? As batidas irregulares não te fez notá-lo? Você sempre vai ser o meu amor, mesmo eu não acreditando que exista um pra mim em qualquer lugar do planeta.
Juliana Souza, Diluviano.












